Cinzas vulcânicas mantêm cancelamento de voos no Brasil

As cinzas vulcânicas que viajam do Chile por países da América do Sul ainda prejudica o espaço aéreo na região. Nesta quarta-feira (8), pelo menos 13 voos, entre chegadas e partidas internacionais, já tinham sido cancelados por volta das 7h30 em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Já na Argentina, um …

08/06/2011 09:32



As cinzas vulcânicas que viajam do Chile por países da América do Sul ainda prejudica o espaço aéreo na região. Nesta quarta-feira (8), pelo menos 13 voos, entre chegadas e partidas internacionais, já tinham sido cancelados por volta das 7h30 em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Já na Argentina, um dos países mais prejudicados, lentamente começa a normalizar a situação nos aeroportos da capital Buenos Aires.

Só no Aeroporto Internacional de Guarulhos, sete voos foram suspensos de destinos envolvendo Buenos Aires, Montevidéu (Uruguai) e Lima (Peru), a maioria no período da manhã.

Já no Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, estavam canceladas a chegada e partida pela manhã de Buenos Aires, bem como dois voos com destino e chegada de Santiago, no Chile.

Também no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, o site indicava dois voos da Gol cancelados de Córdoba e Buenos Aires. No entando, considerando voos domésticos, 63% estavam suspensos nesta terça. As companhias estão sendo aconselhadas para evitar o espaço aéreo do Sul devido às cinzas do vulcão chileno Pyehue.

Segundo o jornal argentino La Nacion, os aeroportos da capital Ezeiza e Aeroparque tentam retomar suas atividades, embora ainda com precaução. Nesta terça-feira (7), ambas interromperam o serviço aéreo durante seis horas devido à baixa visibilidade ocasionada por partículas de cinzas vulcânicas no ar.

Nuvem de cinzas se estende do RS até a África

As cinzas expelidas pelo complexo vulcânico Puyehue-Cordón Caulle, no sul do Chile, foram transportadas milhares de quilômetros na atmosfera e se espalharam pela Argentina, alcançando também a Bolívia e o Paraguai durante a terça-feira.

Mais tarde, correntes de vento forte entre 5.000 e 10 mil metros de altitude levaram, então, as cinzas para o Sul do Brasil. A nuvem vulcânica chegou ao oeste do Rio Grande do Sul ainda no começo da manhã da terça e, durante o dia, se espalhou pela parte meridional do Brasil.

A nuvem de cinzas vulcânicas estava no fim da noite de ontem sobre o leste do Sul do Brasil e se estendia por milhares de quilômetros, cruzando todo o oceano Atlântico e chegando ao sul da África do Sul.

O meteorologista Luiz Fernando Nachtigall explica que a população gaúcha nada ou pouco percebeu da chegada da nuvem de cinzas devido ao céu tomado de nebulosidade.

Em Pelotas, contudo, o tempo mais aberto no fim da tarde da terça permitiu se observar um entardecer com maior contraste de cores no céu, possivelmente em razão de presença de partículas vulcânicas em suspensão na atmosfera.

A MetSul não descarta que partículas da pluma vulcânica tenham se precipitado junto com a chuva em Porto Alegre e outras cidades do interior.

Foi o que ocorreu no sudoeste do Paraná ontem, onde registrou-se tênue precipitação de partículas vulcânicas misturada à chuva e que ficou evidente após a carroceria dos veículos secarem, expondo as cinzas.

Pequena quantidade de poeira de cor acinzentada foi percebida sobre automóveis em cidades como Foz do Iguaçu e Toledo.

Serviço

Recomenda-se que todos os passageiros com voos marcados para países da América do Sul, principalmente Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Peru, entrem em contato previamente com as companhias aéreas ou liguem para os respectivos aeroportos.

Fonte:R7