Ciberataques afetaram mais de 200 sites do governo brasileiro, admite Serpro

Os recentes ciberataques realizados contra páginas do governo brasileiro afetaram 220 sites – 20 deles ligados diretamente à esfera federal e 200 relacionados a órgãos públicos, como prefeituras, assembléias legislativas e universidades. O balanço foi divulgado por Marcos Mazoni, diretor-presidente do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), órgão responsável por fornecer serviços de TI ao …

28/06/2011 17:27



Os recentes ciberataques realizados contra páginas do governo brasileiro afetaram 220 sites – 20 deles ligados diretamente à esfera federal e 200 relacionados a órgãos públicos, como prefeituras, assembléias legislativas e universidades. O balanço foi divulgado por Marcos Mazoni, diretor-presidente do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), órgão responsável por fornecer serviços de TI ao governo.

Durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (28/6) em Brasília, Manzoni admitiu que os problemas, que tiveram início na última semana, ainda não terminaram.“Como os ataques continuam acontecendo, ainda que numa proporção menor, tivemos de alterar o esquema de trabalho do Serpro. Nós dobramos nossa equipe de vigilância nos ambientes de rede dos nossos portais, que trabalha 24 horas por dia”, disse o especialista, segundo notícia divulgada pela Agência Brasil. “Eles estão acompanhando a situação e bloqueando os acessos indevidos que, neste momento, ainda estão ocorrendo numa proporção acima do dobro da normalidade”, complementou.

Quanto aos danos causados pelos ciberataques, Mazoni disse que os problemas gerados aos sites do governo foram pouco significativos. Um dos maiores impactos, de acordo com ele, foi na página da Presidência da República, que ficou fora do ar por 1 hora, por conta de um ataque de pixação.

Além da tentativa de pixação, ele informou que foram identificados ataques de carga. Neste último caso, são geradas grandes quantidades simultâneas de solicitações, resultando na queda das páginas.

O diretor-presidente do Serpro garantiu ainda que nenhum dado sigiloso do governo federal foi acessado durante a invasão, mas admitiu que os ataques devem trazer alguns prejuízos à credibilidade do Estado, assim como exigirão a ampliação do atual número de funcionários do Serpro.

Apesar disso, Mazoni afirmou que não houve aumento dos investimentos anuais de R$ 130 milhões, previstos para a área de segurança e de reconhecimento da identidade dos usuários do Serpro. Ele lembra que o orçamento já previa uma verba extra de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões.

Uma das medidas tomadas pelo Serpro para reforçar a segurança e facilitar a identificação dos cibercriminosos vai ser antecipar a migração dos sites do governo para o protocolo IPv6.

Fonte:Olhar digital