Quem tudo quer, pouco ou nada tem

A Feijoada de inverno que tem a assinatura do colunista social Fernando Baracat está há muito tempo como uns dos maiores eventos do Estado de Mato Grosso. Quando o mês de junho entra no ano, as pessoas começam a comentar sobre o tal evento que reúne muitas pessoas bonitas, personalidades nacionais como as paniquetes. Espera …

08/07/2011 12:14



A Feijoada de inverno que tem a assinatura do colunista social Fernando Baracat está há muito tempo como uns dos maiores eventos do Estado de Mato Grosso. Quando o mês de junho entra no ano, as pessoas começam a comentar sobre o tal evento que reúne muitas pessoas bonitas, personalidades nacionais como as paniquetes. Espera ai. Paniquete personalidade nacional? Vamos pular essa parte. Shows à nível nacional para animar o público e a deliciosa feijoada que sempre é servida durante a tarde toda. Mas este ano tivemos uma surpresa. Digamos que uma surpresa “indigesta” por parte da organização do evento. A Feijoada estava sendo servida a vontade na tenda armada para o buffet. Você poderia repetir a quantidade que a sua pancinha agüentasse, mas a parte da surpresa “indigesta” viria logo em seguida. Mas vamos voltar um pouco lá na entrada para eu poder explicar melhor. Quando você chegava ao local do evento, você entregava o seu convite, passava a catraca e logo em seguida colocavam uma pulseira em seu braço. E eu me perguntei: “pra que serviria essa pulseira?”. Essa resposta eu teria logo depois de degustar a feijoada. Voltamos à surpresa “indigesta”. Enchi a minha pancinha no intuito de voltar mais tarde para saborear um pouco mais a feijoada. Foi ai que eu e muitas pessoas caímos do cavalo, ou eu posso usar uma gíria do futebol: “levamos bola nas costas”. Ou melhor: “feijão nas costas”. A organização do evento cortava a pulseira que estava no pulso, pois você não tinha o direito mais de voltar ao espaço onde estava sendo servida a feijoada. Foi ai que eu tive a reposta sobre pra que serviria a pulseira. É, aquela pulseira que colocaram na entrada do evento. Colocar um limite de tempo para servir o buffet está correto. Mas a pessoa não ter mais direito de voltar ao espaço onde está sendo servida a feijoada é um absurdo. Fiquei pensando naquelas pessoas que almoçaram cedo por volta de meio dia, 13 horas da tarde. Com certeza no final da tarde gostaria muito de fazer mais uma boquinha na feijoada. Negativo pra você. Será que era uma forçada de barra pra forçar as pessoas a consumir na praça de alimentação? Tal praça de alimentação que pelo preço dos alimentos deveria ser de melhor qualidade. O convite não é barato. A organização alega que não seria só a feijoada, mas também os shows nacionais. Ainda bem que não tivemos um show da Ivete Sangalo ou da Claudia Leite. Pois no dia que tiver, preparem os bolsos cuiabanos do meu Brasil, porque o feijão será caro. Mas como diz um velho deitado, ops… um velho ditado: “quem tudo quer, nada tem”. “Deus dá, mas Deus tira”.

Houve um grave acidente de lancha nas águas do rio Cuiabá, na região de Barão de Melgaço, uma semana depois do evento, com o colunista social que assina essa feijoada. Um susto? Um aviso? Ou um tome cuidado? Não sei lhes responder. Mas ainda bem que não foi O Chamado para ele.

Nesse mundo onde vivemos, temos que ter os pezinhos na lama e muita humildade, sem ganância por cifras, para entendermos que o mundo não é cheio de zeros em contas bancárias. A nossa criação é cheia de felicidades. Mas a nossa destruição é cheia de tristeza.

Por: Adamastor Gonzales – Empresario e frequentador do evento em todas as suas edições