Governo de MG emprega Wilson com salário de R$ 9 mil; AL já reage

Em busca de emprego político, o ex-prefeito de Cuiabá Wilson Santos, derrotado para governador, se articulou tanto nos bastidores até conseguir ver seu nome nomeado como conselheiro da Transmissora Aliança de Energia Elétrica, a Taesa Energia, empresa controlada pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). A indicação para o governo mineiro Antonio Anastasia partiu do …

10/07/2011 11:24



Em busca de emprego político, o ex-prefeito de Cuiabá Wilson Santos, derrotado para governador, se articulou tanto nos bastidores até conseguir ver seu nome nomeado como conselheiro da Transmissora Aliança de Energia Elétrica, a Taesa Energia, empresa controlada pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). A indicação para o governo mineiro Antonio Anastasia partiu do seu antecessor, senador Aécio Neves, um dos pré-candidatos do PSDB à Presidência da República, e está gerando polêmica na Assembleia Legislativa.

Os deputados de oposição dizem que Wilson conseguiu um cabide de emprego. Ele participa apenas de uma reunião por mês, no Rio de Janeiro, onde fica a sede da estatal. Ganha R$ 9 mil. Entre os 11 conselheiros, 6 são indicados pela Cemig, que controla 56% da Taesa. Wilson propaga que entrou nessa cota mas, para os parlamentares, trata-se de indicação política de alguém fora de Minas Gerais com propósito também de fazer pré-campanha para Aécio ao Palácio do Planalto.

O bloco de oposição ao governo, batizado de Minas sem Censura, passou a questionar o governo tucano. O deputado petista Rogério Correia, por exemplo, dispara críticas contra a nomeação e já apresentou um requerimento, cobrando explicações do governo mineiro.

Wilson nem sabe ao certo quais são suas atribuições como conselheiro. Participou de poucas reuniões até agora e já recebeu 3 salários. Ele é o segundo tucano de fora de Minas indicado para cargo de livre nomeação nesta gestão Anastasia. O primeiro foi o ex-senador pelo Amapá Papaléo Paes, também do PSDB e que foi recentemente indicado para ser conselheiro da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), outra empresa ligada à Cemig.

Gratidão e explicações

Em gratidão a Aécio pelo privilegiado do cargo de conselheiro, já que nem precisa sair de Cuiabá para receber na conta o salário de quase R$ 10 mil mensais, Wilson passou a defendê-lo como “nome ideal para a cadeira de presidente da República”. Com seu estilo populista e demagogo, Wilson se gaba de estar voltando às origens, como professor do Cuiabá-Vest e sem receber salário. Não comenta, porém, que cai na sua conta a remuneração do governo de Minas.

O governador Anastasia desconversa sobre o emprego político. Pondera não saber como foi o processo de indicação. A Cemig, por sua vez, ponderou, por meio de assessoria, que a diretoria da estatal indicou Wilson pelo seu perfil de gestor público e que a Cemig e a Taesa possuem atuação em todo o país e, portanto, não há qualquer problema na indicação de um conselheiro de fora de Minas Gerais.

Ex-vereador, ex-deputado estadual e federal, Wilson tenta se recuperar politicamente em Mato Grosso, após a derrota para governador. Ficou em terceiro lugar, com apenas 16,5% dos votos válidos, enquanto o peemedebista Silval Barbosa se reelegeu no primeiro turno com 51,2% e, o empresário Mauro Mendes, chegou a 31,8%. A estratégia de Wilson é voltar a concorrer à cadeira de deputado federal em 2014.

fonte: Só Notícias