Quatro remédios contra Aids terão versões genéricas

A Gilead Sciences, principal fabricante de drogas contra o HIV, dividirá os direitos de propriedade intelectual de seus medicamentos em um grupo de patentes destinado a tornar os tratamentos mais disponíveis aos pobres. O grupo com sede na Califórnia é o primeiro da indústria farmacêutica a entrar no novo Pool de Patentes de Medicamentos. Os …

13/07/2011 09:56



A Gilead Sciences, principal fabricante de drogas contra o HIV, dividirá os direitos de propriedade intelectual de seus medicamentos em um grupo de patentes destinado a tornar os tratamentos mais disponíveis aos pobres.

O grupo com sede na Califórnia é o primeiro da indústria farmacêutica a entrar no novo Pool de Patentes de Medicamentos. Os organizadores agora esperam que outros fabricantes se unam à iniciativa.

Ellen ‘t Hoen, a diretora-executiva do pool, disse à Reuters que está negociando os termos para acordos similares com a ViiV Healthcare – joint venture da GlaxoSmithKline e da Pfizer –, com a Bristol-Myers Squibb, com a Roche, a Boehringer Ingelheim e a Sequoia Pharmaceuticals.

– Não se trata de uma iniciativa isolada. O campo todo está mudando…haverá mais novidades.

Cerca de 33 milhões de pessoas em todo o mundo têm o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a Aids. A maioria vive na África e na Ásia, onde os medicamentos têm de ser muito baratos para permitir que quem precisa deles possa comprá-los.

O Pool de Patentes de Medicamentos — lançado pelo sistema de financiamento da saúde Unitaid, que é financiado por uma taxa sobre as passagens aéreas — destina-se a tratar desse problema criando um sistema para que detentores de patentes liberem tecnologia a fabricantes de genéricos em troca de royalties modestos.

No caso da Gilead, o acordo permite a produção de cópias genéricas do tenofovir, emtricitabine, cobicistat e elvitegravir, assim como a combinação desses produtos numa única pílula para combater o HIV conhecida como “Quad”.

O cobicistat, o elvitegravir e o Quad ainda estão em desenvolvimento clínico e a inclusão deles no acordo deve acelerar o fluxo de novos tratamentos nos países pobres.

– Por meio do licenciamento sistemático da propriedade intelectual relacionada a produtos para o HIV, as pessoas nos países em desenvolvimento terão acesso a versões de baixo custo desses produtos quase ao mesmo tempo das pessoas dos países ricos, disse Hoen.

fonte: Midia News