Cientistas mais perto de detectar a partícula bóson de Higgs

O Grande Colisor de Hádrons (LHC) captou tentadoras flutuações que podem – ou não – ser indícios da cobiçada partícula bóson de Higgs. Os cientistas ainda pedem cautela sobre esse evento, porque partículas semelhantes já haviam sido detectadas apenas para serem desmascaradas após análise mais aprofundada. De qualquer maneira, se a partícula subatômica existe, ela …

25/07/2011 20:25



O Grande Colisor de Hádrons (LHC) captou tentadoras flutuações que podem – ou não – ser indícios da cobiçada partícula bóson de Higgs.

Os cientistas ainda pedem cautela sobre esse evento, porque partículas semelhantes já haviam sido detectadas apenas para serem desmascaradas após análise mais aprofundada.

De qualquer maneira, se a partícula subatômica existe, ela não tem mais muitos lugares para se esconder. O colisor já descartou várias faixas de massa onde o Higgs poderia existir.

Os novos resultados são baseados na análise de dados produzidos pelo LHC que colide dois feixes de prótons próximos à velocidade da luz.

Um de seus principais objetivos dos experimentos do LHC é a busca de pistas do Higgs, a última peça que falta no Modelo Padrão da Física – a teoria mais aceita da física de partículas.

Sem o Higgs, os físicos não podem explicar por que as partículas têm massa. Mas, apesar dos melhores esforços dos cientistas que trabalham para detectá-lo, o bóson continua a ser uma partícula subatômica teórica.

Se o bóson de Higgs não for encontrado, os físicos terão que encontrar algum outro mecanismo para explicar de onde vem a massa das partículas, o que exigiria a mudança do Modelo Padrão.

Até o momento, a quantidade de dados recolhidos foi 20 vezes maior do que o havia sido acumulado no mesmo período do ano passado. No entanto, os experimentos – infelizmente – já excluíram uma parte muito grande da região de massa que permitiria a existência do bóson.

Os físicos acreditam que o Higgs vai muito provavelmente ser encontrado na região de baixa massa – entre 114 GeV (giga elétron-volts) e 140 GeV. O giga elétron-volts é uma unidade de energia em física de partículas, mas massa e energia podem ser comparadas por causa da equivalência de Einstein (E = MC²).

As buscas na região de baixa massa tinham pego pequenas flutuações “aqui e ali”, mas isso era esperado, pois os físicos estavam analisando pequenas quantidades através de um enorme número faixas.

Mas a coisa vai se tornando cada vez mais interessante quanto mais dados são coletados.

Um excesso mais significativo foi visto em uma massa de 145 GeV e está acima do nível de dois sigma de certeza. Outra variação foi vista na massa de 250 GeV, com um nível de dois sigma de certeza também.

Um resultado de três sigma significa que há cerca de uma em mil chances de que o resultado é atribuível a alguma peculiaridade estatística nos dados. Cinco sigma significa que há cerca de uma em um milhão de chances de que a colisão é apenas um acaso – e é o nível geralmente exigido para uma descoberta formal.

Fonte:BBC