Brasil investiu 38,6 mil milhões em infra-estruturas

O governo brasileiro investiu 86,4 mil milhões de reais (38,6 mil milhões de euros) em infra-estruturas entre Janeiro e Junho de 2011, revela o balanço da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), divulgado esta sexta-feira. Os projectos do PAC incluem obras de sectores como transportes, habitação, energia e saneamento básico, entre …

29/07/2011 18:42



O governo brasileiro investiu 86,4 mil milhões de reais (38,6 mil milhões de euros) em infra-estruturas entre Janeiro e Junho de 2011, revela o balanço da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), divulgado esta sexta-feira.

Os projectos do PAC incluem obras de sectores como transportes, habitação, energia e saneamento básico, entre outras.

Do total investido no primeiro semestre, a maior parte corresponde ao financiamento habitacional: 35 mil milhões de reais. Destacam-se ainda 24,4 mil milhões executados por companhias estatais e 13,4 mil milhões investidos pelo sector privado.

A segunda etapa do programa prevê um investimento de 955 mil milhões de reais até 2014, sendo que 74 por cento das obras deverão estar concluídas nesse período. As demais são projectos de grande complexidade, como a Usina (central) Hidroeléctrica de Belo Monte, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro e a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste.

Segundo o balanço, até 30 de Junho, 1 por cento das obras programadas foram concluídas, 89 por cento estavam em ritmo adequado de execução dos investimentos, 8 por cento registavam um pequeno atraso e em 2 por cento dos casos, o governo considera que existem atrasos preocupantes.

O sector de transportes, cujo ministério foi palco de um escândalo político nas últimas semanas, é o que concentra os maiores atrasos. Em 10 por cento das obras há pequenos atrasos e em 4 por cento o ritmo de execução é considerado preocupante.

As denúncias de corrupção em licitações do Ministério dos Transportes levaram ao afastamento de 20 funcionários ligados aquela entidade só no último mês, incluindo o ex-ministro, Alfredo Nascimento.

No documento divulgado hoje, o governo brasileiro destaca que decidiu só licitar obras de rodovias e ferrovias junto com o projecto executivo de engenharia, e que as obras em andamento ou licitação estão em revisão.

Fonte:IOL