Novo olhar sobre a antiga tradição da xilogravura

A arte de entalhar imagens em uma matriz de madeira, técnica comumente utilizada como uma espécie de carimbo para ilustrar livretos de poesias popular, está deixando de ser vista com exclusividade nas páginas do tradicionalíssimo cordel. De três décadas para cá, cada vez mais a xilogravura vem ocupando galerias de arte e suas possibilidades estéticas …

05/08/2011 11:10



A arte de entalhar imagens em uma matriz de madeira, técnica comumente utilizada como uma espécie de carimbo para ilustrar livretos de poesias popular, está deixando de ser vista com exclusividade nas páginas do tradicionalíssimo cordel. De três décadas para cá, cada vez mais a xilogravura vem ocupando galerias de arte e suas possibilidades estéticas recebendo a devida atenção da academia. Como forma de reforçar esse novo olhar sobre a antiga tradição, três artistas resolveram buscar um ponto em comum ao conceber a exposição “Xilogravuras e Imagens Poéticas”, em cartaz até o próximo dia 31 de agosto no IFRN-Cidade Alta. A visitação é de segunda a sexta-feira, das 9h às 20h.

A abertura da mostra, que reúne xilogravuras da paraibana Rose Catão, do pintor gaúcho Miguel Mertollo e da poetisa potiguar Neide Santos, está marcada para hoje, às 19h, na galeria de arte da instituição. “Considerando que as linguagens sempre coexistiram, a xilogravura se interliga a pintura e poesia, e juntas trazem à tona uma pluralidade de significados que se manisfesta por mais de um código semiótico”, informa a curadoria da exposição, co-assinada por Catão e pela professora de produção cultural do IFRN Mara Mattos. Segundo as curadores, é a partir dessa visão múltipla que o visitante poderá perceber a interação entre xilogravura, poesia e pintura.

Contrastes

A cultura, os costumes e a paisagem nordestinas também inspiram a artista plástica italiana Anna Bloise, que expõe, até o dia 19 de agosto, série de pinturas na galeria de arte da Aliança Francesa de Natal. Intitulada “Contrastes”, a mostra alterna suavidade com aspereza, marcas tribais e símbolos modernos, claro e escuro, entre outros contrastes que envolvem o expectador através de expressões que aguçam os sentidos.

“As cores, os odores e a sonoridade provocaram um movimento contínuo em minha mente e se colocaram sempre na vanguarda da minha investigação sobre a vida. Acredito que da experiência nasce a verdade e logicamente, nasce uma arte instintiva, forte e instigante”, pontua Bloise, ao buscar explicações para os contrastes pessoais que a levaram produzir essa exposição.

Fonte:TN