Silval Barbosa ainda tenta verba para bancar VLT em Cuiabá

O governador Silval Barbosa (PMDB) e o presidente da Agecopa, Eder Moraes, ainda lutam para implantar o modal de transporte VLT em Cuiabá e Várzea Grande. Ontem eles estiveram na Secretaria do Tesouro Nacional (STN) pleiteando o aumento da capacidade de endividamento do Estado para R$ 2,5 bilhões. Com isso, o governo poderia bancar os …

10/08/2011 10:19



O governador Silval Barbosa (PMDB) e o presidente da Agecopa, Eder Moraes, ainda lutam para implantar o modal de transporte VLT em Cuiabá e Várzea Grande. Ontem eles estiveram na Secretaria do Tesouro Nacional (STN) pleiteando o aumento da capacidade de endividamento do Estado para R$ 2,5 bilhões. Com isso, o governo poderia bancar os cerca de R$ 600 milhões de diferença entre o BRT (Bus Rapid Transit) para o VLT (Veículo Leve Sobre Trilho).

O assunto tem sido tratado com discrição pelo governo. A reunião na STN ontem não foi divulgada oficialmente na agenda do governador. Silval deve fazer um pronunciamento oficial esta semana ainda sobre qual modal será adotado. A situação é delicada, pois a Agecopa já havia anunciado, há dois meses, que o projeto do BRT seria trocado pelo VLT, mais caro, porém mais moderno, rápido e com maior capacidade de transporte de passageiros por hora.

O problema é que no começo deste mês o Ministério das Cidades tornou oficial a posição de que vai vetar qualquer mudança no modal de transporte dos projetos de mobilidade urbana das cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014, atingindo diretamente as pretensões do governo.

Além de Mato Grosso, o governo da Bahia também quer trocar o modal BRT pelo VLT. Para que essa operação seja realizada, o governo precisa autorizar a mudança na matriz de responsabilidade assinada pelos estados. A definição de qual modal será adotado tem repercutido em Mato Grosso. Ontem, comerciantes do centro de Cuiabá e outros segmentos fizeram uma passeata pedindo o VLT. Enquanto isso, o sindicato petrolífero e outras entidades manifestam preferência pelo BRT.

O projeto do BRT foi definido em 2009 ainda no governo de Blairo Maggi (PR), hoje senador. No entanto, no começo deste ano o presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PP), começou a defender o VLT. Quando Eder Moraes assumiu a Agecopa em abril deste ano também encampou a ideia.

Já estão assegurados pelo governo federal cerca de R$ 500 milhões para o BRT. O governo de Mato Grosso quer a garantia desse dinheiro e com o aumento da capacidade da divida bancaria o restante. Para isso, a necessidade de autorização do aumento da capacidade de endividamento.

O deputado federal Carlos Bezerra (PMDB) participou da reunião na Secretaria do Tesouro e, segundo ele, a diretoria está avaliando a proposta. Pessoalmente, Bezerra afirma não ter uma preferência por um modal. “Isso depende das condições do Estado, não apenas de uma preferência”, disse o deputado.

Bezerra e o governador também tiveram uma audiência ontem com o vice-presidente Michel Temer, presidente nacional do PMDB, solicitando apoio na defesa para o ressarcimento das perdas tributárias provocadas pela Lei Kandir.

Fonte: Diário de Cuiabá