Para IBGE, MT é líder

Ao contrário do levantamento divulgado na última terça-feira pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que coloca Mato Grosso na vice-liderança da produção nacional de grãos, a sétima estimativa do IBGE, devolve ao Estado a posição de líder nacional, superando mais uma vez o Paraná. Conforme o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) em 2011, Mato …

11/08/2011 09:13



Ao contrário do levantamento divulgado na última terça-feira pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que coloca Mato Grosso na vice-liderança da produção nacional de grãos, a sétima estimativa do IBGE, devolve ao Estado a posição de líder nacional, superando mais uma vez o Paraná. Conforme o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) em 2011, Mato Grosso colherá ao final desta safra (10/11), 31,16 milhões de toneladas, enquanto o Paraná deverá contabilizar 30,47 milhões t.
Se confirmados os volumes, o Estado participará com 19,6% do total nacional, seguido do Paraná com 19,2%, Rio Grande do Sul com 18,2%, ou, 28,97 milhões t, Goiás com 9,4%, ou, 14,88 milhões t e Minas Gerais com 6,7%, ou, 10,66 milhões. A sétima estimativa da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas, indica uma produção da ordem de 158,8 milhões de toneladas, superior em 6,2% à safra recorde de 2010 (149,6 milhões de toneladas) 1 e 1,7% menor que a estimativa de junho. Além das leguminosas, o órgão incluiu a cana-de-açúcar, cultura que assim como o café, a Conab avalia de forma separada.
“Mato Grosso ocupa a liderança na produção nacional de grãos, com uma participação de 19,6%. A safra paranaense de grãos sofreu problemas climáticos recentes, estiagem em maio, geada em junho e excesso de chuva em julho de 2011, que ocasionaram prejuízos quantitativos e qualitativos às culturas do feijão 2ª e 3ª safra, da aveia, do trigo e principalmente do milho 2ª safra”, diz o relatório.
A estimativa do IBGE divide o país em grandes regiões, esse volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresenta a seguinte distribuição: região Sul, 65,9 milhões de toneladas, Centro-Oeste, 55,5 milhões de toneladas, Sudeste, 17,2 milhões de toneladas, Nordeste, 15,8 milhões de toneladas e Norte, 4,3 milhões de toneladas. Comparativamente à safra passada, são constatados incrementos em todas as regiões: Norte, 7,9%, Nordeste, 34,5%, Sudeste, 0,9%, Sul, 2,6% e Centro-Oeste, 5,7%.
CULTURAS – Mato Grosso, conforme o LSPA, irá ampliar, em relação à safra passada, todas as suas principais culturas, exceto milho safrinha e o arroz. O sétimo levantamento mostra que o milho segunda safra, ou safrinha, ocupa nesta temporada área 4,4% inferior a observada no ciclo anterior, passando de 1,92 mil hectares (ha) para 1,83 mil ha. A produção reflete o recuo, mas supera em percentual, 5,8%, passando de 7,77 milhões de toneladas para 7,32 milhões t. Com esse volume, Mato Grosso segue como o maior produtor do milho safrinha, mas perde espaço no total nacional, representando apenas 34,5% do Brasil.
O arroz registra quedas de 12,6% em área plantada e de 5,1% em produção. Os hectares passaram de 235,28 mil ha para 205,62 mil ha e a produção de 687,13 mil t para 651,94 mil t. Com esse volume, o Estado oferta apenas 4,8% do total nacional. Já a Conab, prevê alta de 7,2% em relação à safra passada.
Os canaviais mato-grossenses vão superar os números da última safra. A estimativa é de que a área fique 2,2% maior, com os hectares saindo de 256,10 mil para 261,75 mil. A produção deve atingir 16,36 milhões t, alta de 8,6% ante 16,09 milhões t da safra passada. Mato Grosso responderá por 2,4% do total brasileiro.
Nas culturas em que lidera a produção nacional, algodão e soja, as estimativas são positivas para a atual temporada. Para o algodão, a expansão territorial de 71,1% será garantida se a cobertura tiver atingido 718,63 mil ha ante 420 mil ha do ciclo passado. A produção estimada em caroço, prevê alta de 76,2%, ao passar de 1,45 milhão t para 2,56 milhão t. Se confirmados, Mato Grosso será responsável por 50,7% do total nacional.
Na sojicultura, Mato Grosso, deverá responder por 27,8% do total nacional, se as estimativas se confirmarem. O IBGE prevê expansão de área plantada em 3,8%, ao passar de 6,22 milhões ha para 6,46 milhões ha e com a produção passando de 18,78 milhões t para 20,82 milhões t.

fonte: Diário de Cuiabá