Mais de 9 em cada 10 acordos salariais deram aumentos acima da inflação no 1º semestre

18/08/2011 13:28



Quase todos os trabalhadores que tiveram aumentos de salários no primeiro semestre viram a inflação passar longe. Mais de 9 em cada 10 acordos salariais negociados entre empresas e empregados terminaram com reajustes iguais ou superiores aos aumentos de preços do período, como mostra uma pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgada nesta quinta-feira (18).

De um total de 353 negociações salariais realizadas no primeiro semestre de 2011, 93% (ou 329 delas) conquistaram reajustes iguais ou superiores à inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), acumulado em 6,8% entre julho do ano passado e junho.

A quantidade de acordos que tiveram aumentos reais é a segunda maior desde o início da pesquisa em 2008. Só os acordos de 2010 foram melhores: no ano passado, 96,3% das negociações salariais tiveram reajustes maiores do que a inflação.

Em uma conta simples, equivale a dizer que quase todas as categorias profissionais que tiveram aumento de salário entre janeiro e junho conseguiram valores iguais ou acima de 6,8%. Em um salário de R$ 1.000, o aumento igual à inflação faria o valor passar para R$ 1.068.

O comércio é o que apresenta o melhor resultado. Quase todas (98%) das negociações do setor analisadas conquistaram aumentos maiores do que a inflação e os outros 2% cobriram a desvalorização, pelo menos. Isso significa que ninguém do ramo vai sentir o dragão da inflação morder o bolso neste ano.

– No comércio é verificada uma redução pouco significativa no número de reajustes com ganhos reais no comércio atacadista e varejista, e um crescimento equivalente no segmento do comércio de minérios e derivados de petróleo.

Na indústria, 87% das negociações resultaram em aumentos reais no salário e 10%, em reajustes iguais à inflação.

– Há um aumento no número de ganhos reais entre os trabalhadores têxteis, os do segmento da construção e mobiliário e da alimentação, e redução entre os trabalhadores gráficos, químicos e do vestuário.

O setor de serviços teve quase 13% das negociações insuficientes para repor a perda do poder de compra, quer dizer, com reajustes abaixo do INPC. Outros 77% dos acordos conseguiram ficar acima do aumento de preços.

– Os valores dos aumentos reais em 2011 foram, no geral, maiores que os obtidos em 2008 e 2009, mas inferiores aos de 2010. Nos serviços é observado um aumento no número de reajustes acima da inflação entre as negociações dos profissionais em transportes, saúde e, principalmente, educação, e uma redução nas negociações realizadas pelos agentes autônomos no comércio, vigilantes, empregados em atividades de difusão cultural, em comunicações e turismo e hospitalidade.

Fonte:R7





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