Com lágrimas e emoção, norte-americanos lembram o 11 de setembro

Neste domingo, os norte-americanos lembram o horror do dia 11 de setembro de 2001 e as quase 3.000 pessoas que morreram naquela data, quando aviões comerciais foram sequestrados e usados para atingir edifícios no país. As autoridades locais estão trabalhando para garantir que o marcante dia do 10o aniversário dos ataques seja pacífico. “Deus é …

11/09/2011 14:47



Neste domingo, os norte-americanos lembram o horror do dia 11 de setembro de 2001 e as quase 3.000 pessoas que morreram naquela data, quando aviões comerciais foram sequestrados e usados para atingir edifícios no país. As autoridades locais estão trabalhando para garantir que o marcante dia do 10o aniversário dos ataques seja pacífico.

“Deus é o nosso refúgio e a nossa força,” afirmou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lendo o Salmo 46 da Bíblia no Marco Zero, no momento mais marcante da cerimônia anual de leitura dos nomes dos mortos nos ataques por membros de suas famílias.

Milhares de pessoas se juntaram em uma ensolarada manhã de domingo em luto onde, um dia, erguiam-se as torres gêmeas do World Trade Center. Com a segurança reforçada e sem tráfego de veículos, houve um fúnebre silêncio no lugar em que, há uma década, os dois arranha-céus de 110 andares desabaram após serem atingidos por aviões sequestrados, causando uma nuvem de poeira no sul de Manhattan.

A cerimônia –que teve gaita de foles, vozes de jovens cantando o Hino Nacional e bombeiros segurando uma bandeira norte-americana surrada que foi retirada do Marco Zero– provocou lágrimas. Membros das famílias vestiram camisetas com os rostos dos mortos, levaram fotos, flores e bandeiras em um momento de emoção.

Pela primeira vez, parentes viram o memorial e tocaram os nomes de seus entes queridos, gravados ali. Alguns deixaram flores, outros pequenos ursinhos de pelúcia. Alguns usaram lápis para raspar os nomes em papel, outros tiraram fotografias.

Muitos choraram quando os nomes de seus parentes foram lidos, por esposas e maridos, pais, mães, irmãs, irmãos e filhos, alguns chocados com a emoção devido à perda pessoal.

“Eu não paro de ter saudades de meu pai. Ele era demais,” afirmou Peter Negron, que era apenas uma criança quando seu pai, Pete, foi morto em uma das torres. “Eu gostaria que meu pai estivesse aqui para me ensinar a dirigir, como pedir para sair com uma garota e ver eu me formar no colégio e uma centena de outras coisas que não consigo nem começar a nomear.”

Os ataques da Al Qaeda, em 2001, agora são tão parte da vida norte-americana que foram incluídos no currículo escolar. Este foi o primeiro aniversário que teve a participação do presidente dos EUA.

Fonte:Reuters