IBC-Br sobe, mas cenário ainda é de desaceleração

A economia brasileira voltou a acelerar em julho frente a junho, mostrou um indicador do Banco Central (BC) nesta quarta-feira, mas o dado não alterou perspectivas de uma desaceleração na atividade nos próximos meses. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) –considerado um sinalizador do comportamento do Produto Interno Bruto (PIB)– subiu 0,46 …

14/09/2011 17:30



A economia brasileira voltou a acelerar em julho frente a junho, mostrou um indicador do Banco Central (BC) nesta quarta-feira, mas o dado não alterou perspectivas de uma desaceleração na atividade nos próximos meses.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) –considerado um sinalizador do comportamento do Produto Interno Bruto (PIB)– subiu 0,46 por cento em julho na comparação mês a mês, de acordo com números dessazonalizados divulgados pela autoridade monetária.

A leitura de junho ante maio foi revisada para cima, mostrando queda de 0,25 por cento na série livre de influências sazonais, contra baixa divulgada anteriormente de 0,26 por cento. A leitura negativa do mês passado foi a primeira desde dezembro de 2008, no auge da crise financeira internacional.

No ano, o IBC-Br acumula ganhos de 3,68 por cento e, em 12 meses, o indicador teve elevação de 4,52 por cento. Na comparação com julho do ano passado, houve crescimento de 3,37 por cento.

De acordo com cálculos do Banco Fator, a média móvel do crescimento do IBC-Br no trimestre encerrado em julho aponta alta de 0,43 por cento ante os três meses terminados em abril.

“Ou seja, uma desaceleração em relação ao dado do segundo trimestre do ano, de 0,72 por cento”, escreveram em relatório os economistas José Francisco de Lima Gonçalves e Luiz Fernando Azevedo.

Tal número aproxima-se da alta de 0,8 por cento do PIB no segundo trimestre, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no início deste mês.

“Se analisarmos melhor (o dado de julho do IBC-Br), o crescimento no trimestre foi fraco, não muda a percepção de que a atividade econômica caminha para um desaquecimento”, afirmou o economista-chefe da BGC Liquidez, Alfredo Barbutti.

Fonte:Reuters