UBS anuncia que perdas por fraude chegaram a US$ 2,3 bilhões

18/09/2011 14:58



O banco suíço UBS revelou neste domingo que perdeu US$ 2,3 bilhões pelas operações ilegais supostamente realizadas por um dos agentes de sua filial de Londres, e não US$ 2 bilhões como havia informado inicialmente.

A fraude foi realizada durante os últimos três meses e foi possível porque o operador de mercados responsável, que está detido em Londres, teria conseguido esconder os riscos que assumia gerando dados fictícios.

O UBS, o banco mais importante da Suíça, ressaltou que o incidente não teve repercussões nos investimentos de seus clientes, uma garantia que, no entanto, não serviu para evitar que, mais uma vez, a imagem e a credibilidade da instituição fossem abaladas.

Há três anos, o banco teve que ser resgatado devido às perdas gigantescas que sofreu por conta dos investimentos realizados nas hipotecas de alto risco nos Estados Unidos.

Desta vez, um jovem “broker”, Kweku Adoboli, de origem ganesa, foi o responsável por colocar o sistema de gestão de riscos do banco em interdição. O acusado deverá comparecer à Justiça britânica na próxima quinta-feira.

Em comunicado, o banco indicou neste domingo que conseguiu “cobrir o risco associado às transações não autorizadas”, assegurando que as atividades de ações “funcionam novamente de maneira normal segundo seus próprios limites de risco predefinidos”.

A instituição detalhou que a fraude foi resultado da especulação em operações não autorizadas nos índices S&P 500, DAX e EuroStoxx, realizadas unicamente nos três meses anteriores.

O UBS anunciou ainda que decidiu criar um comitê especial para realizar uma investigação independente das atividades de negócio não autorizadas e sua relação com os instrumentos de controle.

Em declarações à imprensa suíça, o executivo-chefe do banco, Oswald Grübel, afirmou que não apresentará sua demissão porque, apesar de se sentir responsável, acredita não ter culpa pelo ocorrido.

“Eu tenho a responsabilidade de tudo o que acontece no banco, mas não me sinto culpado”, disse à edição dominical do jornal “Sonntag”.

Fonte:Terra





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