FMI admite poder não conseguir sustentar pacotes para zona do euro

25/09/2011 20:34



O Fundo Monetário Internacional (FMI) pode não conseguir cobrir os pacotes de resgate financeiros necessários para as grandes economias da zona do euro. A afirmação foi feita pela a diretora-gerente da instituição, Christine Lagarde.

Segundo ela, as atribuições atuais do Fundo estão equilibradas e podem ser cumpridas, mas caso os problemas da crise internacional se agravem, a situação pode mudar.

Recentemente, surgiram relatos de um acordo onde a Grécia deixaria de pagar parte de sua dívida, ainda que as lideranças políticas envolvidas no caso continuem insistindo que não há um plano projetado para o controle da dívida grega. As lideranças europeias parecem não ter se convencido de que recapitalizar os bancos e o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês) é uma escolha.

De acordo com informações da BBC, a meta dos grupos de financiamento é elevar o pacote financeiro com o qual o EFSF conta para que consiga ajudar os membros de 440 bilhões de euros para 2 trilhões de euros. O plano permitiria que o Banco Central Europeu (BCE) pudesse comprar mais bônus da Itália e da Espanha, o que pode evitar que estes países precisem de um pacote integral de apoio.

Para o ministro grego de Relações Econômicas Internacionais, Constantine Papadopoulos, deixar a zona do euro acabaria causando uma catástrofe para o país. Ele afirmou que abrir mão do grupo financeiro faria o país voltar para os anos 1960 ou 1970 quanto ao poder aquisitivo.

Durante esta semana, o FMI e a União Europeia pretendem monitorar a evolução da Grécia para checar sua responsabilidade com o indicado nos planos de redução do seu déficit. O país ainda está utilizando a ajuda financeira de um pacote que foi aprovado em maio de 2010, mas a próxima parcela pode ser cancelada caso os inspetores acreditem que o país não está conseguindo cumprir as metas de corte acordadas.

De acordo com os analistas, a possibilidade da Grécia não ser capaz de cumprir o acordo é grande. Sem a parcela programada para setembro, o país não deve conseguir pagar sua dívida já a partir de outubro.

Um novo pacote do FMI em parceria com a União Europeia foi aprovado em julho de 2011, mas para que seja efetivado, ainda falta a ratificação de uma quantidade determinada de países participantes da zona do euro.

Fonte:Sodneyrezende





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