União nega anistia para dívida do campo

30/09/2011 14:08



“Não haverá bônus nem perdão de dívidas. Vamos trabalhar para dar condições para que os agricultores possam honrar seus compromissos”, enfatizou o secretário Nacional de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Laudemir Müller, após reunião em Brasília. Ele reconhece que há pontos de convergência, mas nega acordo. A proposta das entidades busca solucionar R$ 8 bilhões em débitos no país, sendo R$ 5 bilhões no RS e deve ser anunciada em outubro. Apesar dos pesares, lideranças do campo estão otimistas. Um dos motivos para a confiança seria a ampliação do limite da nova linha de crédito para refinanciamento do passivo, de R$ 20 mil para R$ 30 mil por produtor. O presidente da Fetag, Elton Weber, insistirá na concessão de bônus. Além deste, outro entrave é o aumento do prazo de pagamento: enquanto produtores pedem 13 anos, a União insiste em sete.

Se for aprovada, a proposta deve beneficiar 40 mil famílias gaúchas. Um novo encontro deve ocorrer na próxima semana. Conforme Weber, o governo ainda estaria disposto a incluir no pacote operações de custeio e investimento já prorrogadas de arrozeiros, suinocultores e fumicultores.

Outra medida que pode ser acatada, segundo a entidade, é a inclusão das operações do Proger Rural Familiar. De acordo com o coordenador da Fetraf-Sul, Celso Ludwig, após passar pelo MDA e pela Secretaria-Geral da Presidência da República, a proposta será submetida ao Ministério da Fazenda. “Estamos enxergando uma luz, mas não dá para correr demais, senão ficamos atolados.”

Fonte:Portaldoagronegocio





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