A fábula dos porcos

06/10/2011 09:52



Conta a fábula que ocorreu um incêndio em um bosque e em decorrência, encontraram alguns porcos mortos. Tão logo soube o governo adotou a idéia para atender o reino. A partir de então, sempre que queriam comer porcos assados, juntavam os porcos em um bosque e ateavam fogo. Já haviam queimado centenas de bosques e precisavam queimar muito mais, eis que o tal de porco assado era saboroso.

Para tanto criaram milhares de cargos públicos uma orgia de gastos e bosques queimados. Um dia, Zé Ninguém, derrubou uma árvore, cortou seus galhos e com esses conseguiu assar diversos porcos. Comprovando “cientificamente”, que não havia necessidade de queimar os bosques. Satisfeito, procurou alguém da corte e fez a comprovação do seu achado, propondo sem custos, a adoção do sistema.

A corte tomando conhecimento do novo sistema entrou em crise. Pois se adotada a medida, obrigaria a demissão dos milhares de apadrinhados contratados para a alimentícia atividade.

O que fazer com os plantadores de bosque; dos fiscais dos plantadores; com os supervisores de rota de acesso aos bosques; com os queimadores especializados quanto ao vento sul, do vento norte, do vento leste e oeste, sem contar as dezenas de especialistas em ventos noroeste, sudeste, sudoeste e nordeste e outras atividades de menor importância, porém, com milhares de contratados?

Assim era a finada Agecopa. A sociedade espera que além da mudança de nome do órgão de Agecopa para Secopa, não seja apenas na troca do “A” pela sílaba “Se”. Espera e o governador já assinalou, com a redução dos cargos de confiança. Mas o que mais se espera e que deixem de queimar bosques para assarem os porcos.

A sociedade de Cuiabá e Várzea Grande exige mais seriedade e celeridade na definição e contratação das obras indispensáveis para a realização da Copa de 2014, sem se abdicar de outras obras que sabemos que não estarão prontas para o evento, no entanto, necessárias para o futuro de ambas as cidades.

A mudança de administração indireta para direta ora ocorrida, salvo engano, poderá facilitar e democratizar essas contratações, valendo-se da estrutura já montada e afinada da SINFRA.

É gritante o silêncio dos prefeitos de Cuiabá e de Várzea Grande quanto às obras sob suas responsabilidades. Os repasses aos municípios envolvidos, creio que poderão ser reduzidos, uma vez que não há notícias que estejam preocupados com obras de suas responsabilidades, compensando a redução com a entrega das obras, não é mesmo?

De outro norte, todo e qualquer personagem, hoje compondo à nova estrutura, é demissível “ad nutum” (a qualquer momento) sem quaisquer justificativas. O Governador agora não pode cobrar apoio ou autorização do Legislativo para agilizar mudanças que acaso venham ser importantes. Não haverá desculpa em eventual prejuízo por atraso na demissão dos incompetentes.

Governador, por favor, diga aos recalcitrantes, preguiçosos, incompetentes e outros animais de espécies danosas que a porta de saída é a serventia da Secopa.

É o que estava matutando.

Por:Álvaro Marçal Mendonça – Advogado, Corinthiano e livre pensador da Copa de 2014





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