Barcelona goleia e confirma aguardada final contra o Santos

Mesmo poupando vários titulares, o Barcelona não precisou se esforçar muito nem dar espetáculo para vencer o Al Sadd, do Catar, por 4 a 0, nesta quinta-feira, em Yokohama, e garantir uma vaga na decisão do Mundial de Clubes, contra o Santos, na manhã de domingo. O brasileiro Adriano contou com falhas grosseiras do goleiro …

15/12/2011 12:20



Mesmo poupando vários titulares, o Barcelona não precisou se esforçar muito nem dar espetáculo para vencer o Al Sadd, do Catar, por 4 a 0, nesta quinta-feira, em Yokohama, e garantir uma vaga na decisão do Mundial de Clubes, contra o Santos, na manhã de domingo. O brasileiro Adriano contou com falhas grosseiras do goleiro Saqr para marcar os dois primeiros gols dos europeus, que fecharam a conta com Keita e Mawell, outro brasileiro. Agora, Santos e Barcelona disputam o título mundial na manhã de domingo, também em Yokohama. O aguardado duelo entre Messi e Neymar acontecerá às 8h30 (no horário de Brasília).

No jogo de domingo, o Barça deverá entrar com força máxima – Daniel Alves, Piqué, Xavi, Busquets, Fábregas e Sánchez, titulares na vitória catalã sobre o Real Madrid, no último sábado, foram poupados nesta quinta. As entradas de Adriano, Mascherano, Keita, Thiago Alcântara, Pedro e Villa não impediram que o time espanhol dominasse amplamente a posse de bola, apesar de não impor o ritmo acelerado que se esperava. A delegação santista, que esteve no estádio para observar o próximo rival, com certeza terá um Barcelona bem diferente pelo caminho. O técnico Guardiola certamente usará sua força máxima na final.

Um desfalque já confirmado para o Barça é David Villa. O atacante deixou o campo ainda no primeiro tempo com uma fratura na perna. Alexis Sánchez, que seria a opção mais certeira para o ataque, também pediu para deixar o gramado, reclamando de dores musculares. O Barcelona já disputou outras três finais de Mundial, mas ganhou apenas uma – nas outras duas ocasiões em que enfrentou times brasileiros na decisão (contra o São Paulo, em 1992, e o Internacional, em 2006), foi derrotado. Guardiola disse que as lições dessas derrotas não foram esquecidas e prometeu colocar seu time em clima de decisão para a partida.

O jogo – Diante do desafio de encarar o melhor time do mundo, o Al Sadd não tinha outra alternativa a não ser congestionar a entrada de sua área para impedir que o Barcelona se aproximasse de seu gol, nas rápidas arrancadas e tabelas de Messi e Iniesta. Mas o craque argentino passou todo o primeiro tempo apagado e o Barça, apesar de dominar amplamente a posse de bola (se aproximou dos 80%), jogava em velocidade reduzida. A estratégia de Jorge Fossati, técnico do Al Sadd, parecia eficiente até que, aos 24 minutos, o goleiro Saqr ficou indeciso entre usar as mãos ou os pés num recuo, chutou em Adriano e deu um gol de presente ao rival.

A equipe asiática saiu para o jogo de forma tímida, mas não assustou a defesa adversária. A entrada de Alexis Sánchez na vaga de Villa – que marcara um gol bem anulado após nova falha de Saqr – não mudou o cenário. O goleiro do Al Sadd estava mesmo em uma noite infeliz. Com 43 minutos, ele não conseguiu segurar chute de fora da área disparado por Adriano, que marcou mais um e assumiu a artilharia do Mundial. No segundo tempo, com Messi ligado, as jogadas do Barça aconteceram com mais naturalidade. O argentino já tinha assustado com um chute cruzado da entrada da área. Depois, encontrou Keita, que invadiu a área sozinho e marcou, aos 18 minutos.

O gol esfriou de vez os ânimos do Al Sadd e Guardiola aproveitou a tranquilidade para dar chance a Cuenca e Maxwell, que substituíram Abidal e o lesionado Sánchez. O brasileiro soube aproveitar a oportunidade que recebeu e, após receber ótimo passe de Thiago Alcântara, chutou cruzado com o pé esquerdo e contou com nova falha de Saqr para fechar a goleada. Depois da zebra histórica do ano passado, quando o Mazembe eliminou o Internacional na semifinal e fez a decisão contra a Inter, da Itália, o Mundial de Clubes volta a colocar frente a frente um clube europeu e um sul-americano, como acontecia antes de a Fifa assumir a organização do torneio.

Fonte:Veja