PIB: Economia de Cuiabá segue em ascenção

15/12/2011 12:23



Sede da Copa do Pantanal em 2014, Cuiabá segue com sua economia sempre em ascenção. O Produto Interno Bruto (PIB) – soma das riquezas produzidas internamente – de Cuiabá acumula crescimento de 40% nos últimos cinco anos. Na série histórica de 2005 a 2009, o PIB passou de R$ 7 bilhões para R$ 9,81 bilhões e é o maior registrado entre os 141 municípios mato-grossenses. Os dados fazem parte da publicação anual do IBGE sobre o PIB dos Municípios, divulgada ontem e que traz como destaque dados relativos ao ano de 2009.

A economia sempre em ascensão ao longo desses anos revela que a Capital do Estado, além de manter uma curva de crescimento ascendente, tem sabido aproveitar muito bem todas as vertentes de capitalização dos principais segmentos, especialmente o agronegócio. “Essa é uma tese que defendo há bastante tempo: Mesmo não atingindo percentuais do tamanho dos vistos nos municípios cuja economia é quase 100% voltada ao agronegócio, Cuiabá segue crescendo e de forma consistente porque está aproveitando e muito bem, todas as oportunidades que alavancam este ou aquele segmento”, argumenta o economista Vivaldo Lopes.

Ele destaca, por exemplo, que a riqueza do interior converge para Cuiabá, “a Capital é referência na prestação de serviços como saúde, educação, vendas no atacado, vendas de combustíveis, do consumo de modo geral”. Muitas empresas que atendem ao campo, como por exemplo, no fornecimento de insumos, se instalam na Capital, assim como indústrias cuja matéria-prima é extraída do interior do Estado. “A economia cuiabana é dinâmica e mostra que pode crescer ainda mais”.

Prova do oportunismo da Capital está no valor adicionado do segmento de serviços ao PIB cuiabano. Do valor total da economia, em R$ 9,81 bilhões, R$ 6,51 bilhões foram gerados pelo segmento, que representa mais de 65% do PIB de Cuiabá.

A renda per capita, outro importante indicativo sobre a economia de uma região – que é a divisão do PIB pelo número de habitantes – de Cuiabá em 2009 somou R$ 17,83 mil, o 10° entre as capitais brasileiras e 5,44% acima da média nacional, em R$ 16,91 mil, no mesmo período de comparação.

Conforme o IBGE, em 2005 o PIB de Cuiabá somava R$ 7 bilhões. Em 2006 foi a R$ 7,17 bilhões, em 2007, R$ 7,89 bilhões, 2008, R$ 8,95 bilhões e em 2009, R$ 9,81 bilhões. “De 2008 para 2009, a economia da Capital cresceu 9,6%. A economia brasileira retraiu em 0,3% e a mato-grossense aumentou em 2,4%”, observa Lopes.

AGRONEGÓCIO – O PIB mato-grossense, avaliado em R$ 57,29 bilhões em 2009, tem 60% do seu valor gerado em apenas doze municípios, locais aonde a economia superou a cifra de R$ 1,1 bilhão. Desses doze, nove são essencialmente agropecuários (Sorriso, Campo Verde, Campo Novo do Parecis, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Primavera do Leste, Sapezal, Sinop e Tangará da Serra), um é agroindustrial (Rondonópolis) e dois de economia mais diversificada (Cuiabá e Várzea Grande). Todos eles registraram em 2009 PIB de R$ 32,02 bilhões, cifras que equivalem a 60% dos R$ 57,29 bilhões do Estado. As três maiores economias do Estado são: Cuiabá, com PIB de R$ 9,81 bilhões, seguido de Rondonópolis com R$ 4,86 bilhões e de Várzea Grande, R$ 3 bilhões.

No ranking nacional dos maiores PIBs do agronegócio, composto por 15 municípios tem oito representantes de Mato Grosso. Sorriso, com a maior economia agrícola do Estado e 3° no país, soma R$ 647 milhões, Sapezal (2° MT e 4° Brasil) R$ 636,8 milhões, Campo Verde (3° MT e 6° Brasil) R$ 541,3 milhões, Diamantino (4° MT e 9° Brasil) R$ 480,3 milhões, Primavera do Leste (5° MT e 10° Brasil), Campo Novo do Parecis (6° MT e 12° Brasil) R$ 468,5 milhões, Nova Mutum (7° MT e 13° Brasil) R$ 464,3 milhões e Lucas do Rio Verde (8° MT e 15° Brasil) R$ 373,9 milhões.

De acordo com Lopes, os municípios com economia gerada a partir da agricultura criam no Estado as chamadas “ilhas de prosperidade”, locais onde o PIB valorizado dividido pela baixa densidade populacional, promove alta renda per capita, com valores extremamente acima da realidade estadual e nacional. No ranking nacional das maiores rendas per capita, por exemplo, de 100 municípios listados, Mato Grosso participa com 15 e todos têm a economia atrelada ao campo. Campos de Júlio, com população de pouco mais de 5,22 mil pessoas, tem a maior per capita do Estado, R$ 119,56 mil e a 8ª maior do Brasil.

BRASIL – Em 2009, aproximadamente 25% de toda a geração de renda do país estava concentrada em cinco municípios: São Paulo (12%), Rio de Janeiro (5,4%), Brasília (4,1%), Curitiba (1,4%) e Belo Horizonte (1,4%). Juntos, eles representavam 12,6% da população nacional. Aproximadamente metade do PIB nacional se concentrava em 51 municípios, os quais representavam 30,8% da população.

Fonte: Diário de Cuiabá/Copa no Pantanal





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