Brasil entra no debate sobre Biossegurança no México

28/02/2012 09:26



Com o objetivo de garantir que as decisões de Costa Rica na temática da biotecnologia e biossegurança tenham base científica, funcionários dos ministérios de Meio Ambiente, Saúde e Agricultura analisaram o escopo e a importância do tema, com a assessoria de especialistas internacionais.

O seminário aconteceu na Sede Central do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), na capital costarriquense e fez parte das atividades voltadas à criação de um marco nacional de biossegurança do México, que contam com aporte da Área de Biotecnologia e Biossegurança do IICA.

“Somos 7 bilhões de habitantes no mundo; isso significa que temos menos terra e água para produzir alimentos. Enfrentar este desafio é possível com o uso da biotecnologia, se tivermos regras de segurança claras”, destacou a Vice-ministra de Agricultura de Costa Rica, Tania López.

“A biotecnologia faz parte de nossas vidas há muitos anos e sua incorporação em áreas como os tratamentos ou equipamentos biomédicos deve acontecer com visão aberta e de mãos dada com a biossegurança”, afirmou o Vice-ministro de Saúde de Costa Rica, Adolfo Ortiz.

Gutemberg Delfino de Sousa, da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança do Ministério de Ciência e Tecnologia (CTNBio/MCT) do Brasil; Sol Ortiz García, da Comissão de Biossegurança dos Organismos Geneticamente Modificados do México; e Fernando Carlos Zelaschi, da Diretoria de Biossegurança da Secretaria de Agricultura da Argentina, participaram do debate.

Cada um dos especialistas trabalhou com um grupo específico de funcionários e compartilhou os possíveis usos da biotecnologia seguindo a área e os critérios para avaliação dos projetos que envolvem este tipo de tecnologia.

Marco Nacional – O Projeto UNEP-GEF será o encarregado de criar o marco nacional de biossegurança; o IICA apoiará na elaboração de uma estratégia de educação em biotecnologia e biossegurança.

O Projeto tem 4 objetivos: por em prática regulamentações nacionais de biossegurança e promover uma política de segurança da biotecnologia em conformidade com o Protocolo de Cartagena; contar com um sistema administrativo operativo para cumprir as obrigações do Protocolo de Cartagena e fortalecer as bases da tomada de decisões e seus mecanismos; construir capacidade técnica nas Autoridades Nacionais Competentes e em instituições relacionadas para uma gestão integral da biossegurança; e melhorar a educação de nível médio e superior elaborando uma estratégia de educação em biotecnologia e biossegurança, promovendo a participação de todas as partes interessadas na matéria de biossegurança, por meio do Centro de Intercâmbio de Informação.

Fonte:Portaldoagronegócio





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