Colheita de cana em MT não sofrerá atrasos

14/03/2012 09:58



Enquanto por aqui a previsão é que a moagem da cana inicie no primeiro dia de abril, em São Paulo deve começar após a segunda quinzena do próximo mês. Atraso é provocado pela estiagem registrada em dezembro do ano passado e novamente nestes últimos dias, comprometendo o desenvolvimento dos canaviais.

Em Mato Grosso, apesar de algumas usinas terem esgotado os estoques de etanol hidratado e de açúcar, o volume disponível destes dois produtos ainda é suficiente para suprir a demanda até o início da moagem da cana, conforme informou o diretor executivo do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindálcool), Jorge dos Santos.

Com a freada nas vendas do biocombustível por causa dos elevados preços, há quantidade suficiente de etanol para suprir o mercado por mais algum tempo, garante Santos. “Inclusive está havendo queda nos preços agora”.

Apesar de ainda não oficial, a estimativa do Sindálcool é que a colheita da cana em Mato Grosso neste ano renda 14,500 milhões de toneladas, 10,26% a mais que no último ciclo, quando foram moídas 13,150 milhões de toneladas.

Pelas Usinas Itamarati serão moídas 5,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, cerca de 20% a mais que na última safra, quando foram processadas 4,366 milhões de toneladas. Presidente da indústria sucroalcooleira, Sylvio Coutinho, informou que há estoque apenas de etanol anidro.

Em todo país a previsão é que sejam colhidas 530 milhões de toneladas de cana, num aumento médio de 7% em relação às 495 milhões de toneladas registradas em 2011/2012. Conforme informações do setor, o crescimento é insuficiente para suprir a capacidade ociosa do segmento, repetindo o cenário de 2011, quando um menor volume de cana afetou a produção de açúcar e etanol. Setor tem operado com uma capacidade ociosa de mais de 100 milhões de toneladas.

Etanol – Preços praticados para o litro de etanol têm diferença de até R$ 0,20 na Capital: enquanto alguns postos ofertam o produto por até R$ 1,99, outros mantém em R$ 2,19. Diferença nos preços é consequência de mudanças nas distribuidoras, segundo o diretor executivo do Sindicato do Comércio Varejista dos Derivados de Petróleo (Sindipetróleo), Nelson Soares. Acrescenta que a proximidade da colheita pressiona para baixo os preços, já que algumas indústrias do Estado ainda têm estoque que precisa ser escoado.

Para o restante do país, a previsão é que o atraso da colheita mantenha os preços elevados da entressafra por mais tempo, tanto para o açúcar quanto para o etanol.

Fonte:Portaldoagronegócio





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