Impressora 3D cria modelos minúsculos de alta precisão

Ao criar um carro de F-Indy em escala nanométrica – quatro vezes mais espesso do que um fio de cabelo – em apenas quatro minutos, pesquisadores da Vienna University of Technology (TU Vienna) estabeleceram novo recorde mundial. A técnica, chamada de “two-photon lithography” (litografia de dois fótons), permite a fabricação de modelos minúsculos de alta …

14/03/2012 09:57



Ao criar um carro de F-Indy em escala nanométrica – quatro vezes mais espesso do que um fio de cabelo – em apenas quatro minutos, pesquisadores da Vienna University of Technology (TU Vienna) estabeleceram novo recorde mundial. A técnica, chamada de “two-photon lithography” (litografia de dois fótons), permite a fabricação de modelos minúsculos de alta precisão. Eles são usados na biomedicina ou em equipamentos eletrônicos.

Os cientistas de Viena desenvolveram uma impressora 3D, cuja alta velocidade e a exatidão são garantidas pelo feixe de laser. A nova tecnologia usa uma resina líquida. Suas moléculas fotoativas endurecem quando absorvem dois fótons do feixe de laser.

O ganho de velocidade no processo veio com a melhora no mecanismo de controle dos espelhos que orientam o laser. Esta técnica, que costumava ser medida em milímetros por segundo, agora pode cobrir cinco metros em um segundo.

“Até então, esta técnica era bastante lenta”, afirma o professor Jürgen Stampfl, da TU Vienna. – Nosso dispositivo pode fazer cinco metros em um segundo. Este é um recorde mundial.

Para construir o modelo do carro de corrida em quatro minutos, a impressora 3D cobriu cem camadas de resina endurecida, cada uma composta por 200 linhas cada. Medindo apenas 285 micrômetros de comprimento, foi necessário um microscópio eletrônico para fotografar este minúsculo F-Indy.

Pesquisadores de todo o mundo trabalham no desenvolvimento de impressoras 3D. Em Viena, os cientistas esperam conseguir produzir biomateriais em escalas maiores para aplicações médicas.

“Nossa vantagem competitiva vem do fato de termos especialistas de áreas muito distintas, trabalhando em diferentes partes do problema, em uma única universidade”, conclui Stampfl.

Fonte:Agência O Globo