Ministério da Saúde garante liberação de R$ 104 mi

19/04/2012 12:20



O Ministério da Saúde garantiu a liberação de R$ 5 milhões para a implantação do Samu e investimentos no valor de R$ 104 milhões para a Rede de Atenção às Urgências de Mato Grosso. O compromisso é que esses recursos sejam liberados a partir do mês de maio. Segundo o secretário de Saúde, Vander Fernandes, o Estado trabalha no projeto de implantação do Samu 192 100% no Estado e no Plano de Ação Regional da Rede de Atenção às Urgências. Acompanhado do deputado federal Pedro Henry, representando a bancada federal mato-grossense, ele cobrou a liberação dos recursos em reunião com o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, na noite da última terça-feira (17.07).

Vander Fernandes ressalta que o objetivo é colocar em prática o Plano de Ação Regional da Rede de Atenção às Urgências da Secretaria de Saúde de Mato Grosso. “Com a execução dessa ação serão beneficiados o Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá com R$ 29 milhões, Hospital Geral Universitário com R$ 20 milhões, Hospital Santa Helena com R$ 527 mil, Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá com R$ 8 milhões, Hospital do Câncer de MT com R$ 4 milhões, Hospital Amecor com R$ 1 milhão, Femina com R$ 211 mil, Hospital Militar com R$ 1 milhão e Hospital de Transplantes com R$ 19 milhões. Em Várzea Grande, serão beneficiados o Hospital Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande com R$ 12 milhões e o Hospital Metropolitano com R$ 7 milhões. Todo esse investimento soma R$104 milhões. Os valores abrangem investimento e custeio”, explicou.

O trabalho da bancada de Mato Grosso é contínuo e não para nessa reunião, conforme o deputado federal Pedro Henry. “Nós temos feito investidas constantes no Ministério e podemos garantir a liberação de R$ 5 milhões para fazermos uma Central Única de regulação para todo o atendimento pré-hospitalar o que faz com que o Samu seja estendido a todo Mato Grosso. É um projeto ousado, mas que vai fazer toda a diferença para a população”, afirmou. Ainda segundo ele, é necessário ter a definição da forma de repasse do valor correspondente à Central Única de Regulação do Samu para que o sistema a ser implantado seja moderno e eficiente. “O projeto Samu 100% esta aprovado pelo Ministério”.

Outro grave problema que a bancada federal está tentando solucionar é o descompasso entre o volume de repasses que existe entre o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul. São cerca de R$ 140 milhões que podem ingressar no Estado. “Isso começa a ser equacionado e Mato Grosso está sendo tratado de forma adequada. Acredito que nós vamos começar a realizar o sonho de ter uma saúde pública de melhor qualidade em todo Estado”, completou Henry.

Para o secretário de Atenção à Saúde , Helvécio Magalhães o pleito defendido por Mato Grosso irá melhorar em grande escala a qualidade da saúde da população mato-grossense. “São grandes projetos que a Saúde de Mato Grosso  está pleiteando e o Governo Federal apoia todos. É um conjunto de medidas que mostra um acerto no caminho de fortalecer o SUS, ampliar a assistência, melhorar a qualidade da saúde para o povo de Mato Grosso”, afirmou Magalhães.

A definição do incremento do investimento para o custeio de 70% dos hospitais regionais de Várzea Grande e Alta Floresta, que já estão em funcionamento, e Sinop, que será inaugurado em junho também foi cobrada pelo secretário Vander e pelo deputado.

Vander Fernandes disse que outra batalha antiga que foi reivindicada é o apoio das bolsas de residência medica do Hospital Regional de Cáceres, que segundo o secretário também receberá o auxílio do Ministério. Pedro Henry cobrou a liberação do sistema para lançar os equipamentos, da emenda de bancada no valor de R$ 35 milhões.

Magalhães finalizou a reunião dizendo que o Ministério irá trabalhar para que esses recursos sejam liberados e possam atender o Estado de Mato Grosso. “Nós estamos finalizando os estudos, a partir dessa reunião podemos acertar os últimos detalhes para que a partir do mês de maio esse dinheiro possa ser transferido do Governo Federal para o Governo do Estado, para que possamos viabilizar o custeio”, completou.

Fonte:Secom/MT





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