Crise política pode piorar, diz New York Times

O New York Times, edição impressa desta sexta-feira (13), volta a destacar em seu editorial que a crise política pode piorar ainda mais com saída definitiva de Dilma. Em editorial divulgado em seu site nesta quinta (12) após o afastamento de Dilma Rousseff da presidência, o jornal “New York Times” diz que a crise política brasileira …

13/05/2016 04:28



O New York Times, edição impressa desta sexta-feira (13), volta a destacar em seu editorial que a crise política pode piorar ainda mais com saída definitiva de Dilma.

Em editorial divulgado em seu site nesta quinta (12) após o afastamento de Dilma Rousseff da presidência, o jornal “New York Times” diz que a crise política brasileira pode piorar com a saída definitiva da petista e defende, neste caso, a realização imediata de novas eleições. O texto também foi publicado na edição impressa desta de hoje, sexta-feira (13).

“Se o Senado condenar Rousseff por má conduta financeira — o que é provável dado que 55 dos 81 senadores brasileiros votaram para levá-la a julgamento — líderes brasileiros podem achar mais fácil voltar à política usual de pagar para participar. Isso seria indefensável”, afirma o jornal, em artigo intitulado “Making Brazil’s Political Crisis Worse” (“Piorando a crise política brasileira”, em tradução livre).

A publicação critica a falta de traquejo político de Dilma, mas diz que a presidente afastada foi eleita duas vezes nas urnas, não é acusada de abuso de poder para ganhos pessoais e está correta em questionar a “autoridade moral” dos políticos que querem sua saída. O “NYT” lembra também que o presidente interino Michel Temer tem a ficha suja na Justiça Eleitoral.

“A confiança em Rousseff e em seu partido podem ter afundado nos últimos meses. Mas Rousseff está destinada a pagar um preço desproporcionalmente alto por má conduta administrativa enquanto muitos de seus mais ardentes detratores são acusados de crimes mais flagrantes. Eles podem descobrir que muito da ira que tem sido direcionada a ela pode, em breve, ser redirecionada a eles”, diz o editorial.

 

Da Redação