Reforma da Previdência vai para ”gaveta”

Reforma da Previdência vai para ”gaveta” enquanto Temer for interino. Governo vai aguardar afastamento definitivo de Dilma para emplacar matéria polêmica que divide Congresso. As gravações do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado determinaram a saída prematura de dois ministros do governo interino do presidente Michel Temer (PMDB). Diante do possível agravamento da crise política em …

31/05/2016 15:37



Reforma da Previdência vai para ”gaveta” enquanto Temer for interino. Governo vai aguardar afastamento definitivo de Dilma para emplacar matéria polêmica que divide Congresso.

As gravações do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado determinaram a saída prematura de dois ministros do governo interino do presidente Michel Temer (PMDB). Diante do possível agravamento da crise política em seu primeiro mês à frente do Palácio do Planalto, o peemedebista estaria adotando manobras para blindar sua gestão de uma crise insustentável.

A reforma da Previdência, por exemplo, que está entre as medidas econômicas propostas pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles, só deve ir a plenário apenas após a votação em definitivo do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff no Senado.

Um assessor palaciano afirmou que a decisão de adiar a votação da reforma da Previdência reflete “uma cautela de Temer por ainda ser governo interino”.

Considerada uma matéria polêmica que divide o Congresso, a reforma da Previdência será votada apenas após a cassação de Dilma para evitar qualquer interferência no processo de afastamento.

De acordo com aliado de Temer, a equipe econômica já tem discutido os detalhes da matéria. “Por ser impopular, governo acredita que seja melhor esperar que a interinidade acabe. As gravações de Machado já atribuíram muita fragilidade ao governo Temer”, pontuou.

Neste momento, as prioridades econômicas que estão no gatilho da administração atual são a aprovação da DRU (Desvinculação de Receitas da União) e a renegociação da dívida dos Estados, disse a fonte.

“Objetivo da aprovação da DRU é dar mais liberdade ao governo em relação aos gastos, enquanto a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que fixa um teto para o crescimento das despesas públicas não é votada”, explicou a fonte.

 

Por Marcelo Ribeiro em O Financista