Aeronáutica foi ”palco” para negociar com Temer, diz Machado

Ex-presidente da Transpetro, o mais novo ”homem-bomba” do cenário político, relatou que se encontrou na Basa Aérea de Brasília com Temer A Aeronáutica informou que não possui os registros das pessoas que entraram na Base Aérea de Brasília em 2012, ano e local em que, segundo o delator Sérgio Machado, o presidente interino Michel Temer …

17/06/2016 11:49



Ex-presidente da Transpetro, o mais novo ”homem-bomba” do cenário político, relatou que se encontrou na Basa Aérea de Brasília com Temer

A Aeronáutica informou que não possui os registros das pessoas que entraram na Base Aérea de Brasília em 2012, ano e local em que, segundo o delator Sérgio Machado, o presidente interino Michel Temer lhe pediu para “ajudar” na campanha do então candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita.

Machado, ex-presidente da Transpetro, relatou aos investigadores que, “provavelmente no mês de setembro” daquele ano, encontrou-se com Temer numa sala da Base Aérea da capital, onde o então vice-presidente solicitou recursos para Chalita, hoje filiado ao PDT.

Nesta quarta (15), a Folha de S.Paulo solicitou à Aeronáutica as datas em que foram identificadas entradas de Machado na Base Aérea ao longo segundo semestre de 2012 e, em quais dessas ocasiões Temer também esteve no local.

Em e-mail enviado pela assessoria de imprensa, nesta quinta-feira, a Força informou não dispor “dos registros relativos ao ano de 2012”.

Sergio Machado firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. Num dos depoimentos, ele relatou a conversa com o peemedebista e afirmou que se identificou para entrar na área militar.

“O depoente se encontrou com Temer na base militar em Brasília antes de ele embarcar para São Paulo; Que a conversa foi numa sala, reservada; Que o espaço era formado por 2 salas; Que um é o da presidência da República”, detalhou Machado.

O ex-presidente da Transpetro contou que atendeu à solicitação de Temer e acertou com a Queiroz Galvão a doação de R$ 1,5 milhão em favor de Chalita.

Ele argumenta que, embora não tenha usado o termo propina durante a conversa e a contribuição tenha sido oficial, “o contexto da conversa deixava claro que o que Michel Temer estava ajustando com o depoente era que este solicitasse recursos ilícitos das empresas que tinham contratos com a Transpetro”, diz trecho do depoimento.

Temer,em pronunciamento nesta quinta-feira (16), chamou de “mentirosas” e “criminosas” as acusações feitas pelo delator.

 

Da Redação com informações da Folhapress