Opinião – Acorda, Brasil!!

”Não é admissível que a patota sempre aguerrida, às vezes ensurdecedora, esteja a molestar o Temer e a equipe que se defronta em desfazer o malfeito…” Brasileiros, desfaçam estas mobilizações malucas, estes arremessos audazes e vesgos contra o moinho, estas palavras de ordem que não se prestam mais senão para uma grande, festiva e inócua …

08/09/2016 18:46



”Não é admissível que a patota sempre aguerrida, às vezes ensurdecedora, esteja a molestar o Temer e a equipe que se defronta em desfazer o malfeito…”

Brasileiros, desfaçam estas mobilizações malucas, estes arremessos audazes e vesgos contra o moinho, estas palavras de ordem que não se prestam mais senão para uma grande, festiva e inócua bagunça. Deixem o Temer em paz, porque ele não fará nada pior do que fez nossa última mandatária, aquela a quem o povo elegeu com todos os gritos e todos os poderes para fazer e desfazer. E ainda não se sabe, depois de cinco anos, se ela mais fez ou mais desfez. Quanto a Temer, encontra-se ele hipotecado a um futuro, jurado ainda outro dia no Congresso Nacional. Pelo menos, enquanto dura seu tempo de presidente, estamos respeitando a Constituição, a nossa última trincheira. O que se sabe é que o governo está com um rombo nas contas públicas de 175.000.000,00, legado pelo PT. São bilhões, leitores, é uma cifra estratosférica que, se Deus quiser, jamais repetiremos. Os petistas e os assemelhados daquelas manobras popularescas que assistimos durante os últimos quinze anos, que deixaram o país mais pobre e mais sem juízo, haverão de cessar com seus acenos, porque não há mais espaço, mais poder, mais voluntarismo e mais sobras. Tudo agora não é como dantes, e pensem melhor para encontrarem o nosso verdadeiro algoz. Mas não é calar o brasileiro o que mais queremos. Não ! O que queremos é que todos os brasileiros, inclusive os petistas e aqueles que os seguem, ou até os simplesmente badernistas, que infringem apenas para engrossar a turma de vândalos , ou, se agem por amor ao Brasil, pensem melhor para encontrarem nossos verdadeiros algozes e que dirijam seu clamor para outras zonas, principalmente aquelas cinzentas, onde se domiciliam confortavelmente, há gerações e gerações, os que se dedicam noite e dia ao comércio do vil metal, à troca de moeda por mais moeda, à crueldade até institucional de escalpelar o próximo sem compaixão. De quem falo qualquer brasileiro de média informação sabe: de Sua Excelência o banqueiro, aquele grande patriota, que constrói palácios e ruínas. A estes, sim, o brasileiro deve exibir sua insatisfação, com multidões, ruidosamente, mas civilizadamente, o que sabemos fazer quando queremos. Estes personagens compõem a mais cruel e abjeta ditadura. Não é admissível que a patota sempre aguerrida, às vezes ensurdecedora, esteja a molestar o Temer e a equipe que se defronta em desfazer o malfeito, à exceção de seu caricato ministro da Fazenda, aquele que procura por frases já ditas (mais um conselheiro Acácio), representante legítimo da bancada dos banqueiros. Ora, diante de uma reforma bancária em que, aliás, não se fala mais, ele estaria disposto a interferir ou conduzir uma solução a gosto do povo, do comerciante, do industrial, daquele inocente artesão que sua todo dia em busca de seu sustento, enfim, daqueles que verdadeiramente constroem o país ? Não, não estaria, e nunca estaria em colisão com os afortunados onde o paraíso financeiro solertemente escorcha a economia com juros de até 500% ao ano ! Ora, como os economistas de plantão (sempre os há de plantão) responderiam a esta intrigante indagação de, numa inflação de 6% ao ano, como uma economia pode conviver com juros preferenciais declarados de 441,29 % ao ano ?? E como se pode esperar por produção ou produtividade com juros que sem constrangimentos sufocam a iniciativa privada? Como os milhares de empreendedores que se encontram em recuperação judicial (ou quase nela) podem reagir para soerguerem-se ?

Estamos sujeitos à ditadura dos banqueiros e a ela docilmente nos submetemos. Porquê?

 

José Maria Couto Moreira

 

Por José Maria Couto Moreira é advogado.