Opinião – O jumento do Cariri e o cangaceiro descangado

”O jumento descangado do sertão do Cariri e o ciclista de chapéu de couro são doutores formados nas melhores escolas da destruição da democracia e das guerrilhas do crime organizado” Nunca, jamais se viu tal nível de baixarias em uma campanha eleitoral mundo afora. O Brasil foi tomado de supetão por napoleônicos de hospício, com …

18/09/2018 12:21



”O jumento descangado do sertão do Cariri e o ciclista de chapéu de couro são doutores formados nas melhores escolas da destruição da democracia e das guerrilhas do crime organizado”

Nunca, jamais se viu tal nível de baixarias em uma campanha eleitoral mundo afora. O Brasil foi tomado de supetão por napoleônicos de hospício, com direito a entrevistas em rede nacional.

Um povo pobre caminhando para a miséria, bebendo água de chuva, nadando em sarjetas, sem moradia e sem futuro, deve escolher entre o mais macho e o que grita mais alto.

Nesse trote do jumento de carga distribuindo água de poços contaminados para os sedentos do sertão do Cariri, aparece o cangaceiro folha seca da avenida Paulista comendo kibes e  esfihas, no meio dos famintos, e o Coronel macho alfa dando tabicadas em generais e ordem de prisão para quem não votar no seu projeto de mando.

Pau mandado do Ali Babá do sindicalismo mais corrupto do planeta dos espertalhões querem ambos enrolar os trouxas que caminham nas caatingas das vidas secas brasileiras.

Até o pacato e democrático Comandante do Exército brasileiro periga trocar de lugar com Lula da Silva na cela do estado maior em Curitiba.

Esse povo tem que ser amarrado em camisa de força e jogado na penitenciária de Natal, onde podem organizar as lutas das facções paulistas e nordestinas no banho de sangue do PCC.

E, logo, logo, antes que o jumento de carga perca a paciência e desembeste em cima do povo, que não tem culpa no cartório.

O jumento descangado do sertão do Cariri e o ciclista de chapéu de couro são doutores formados nas melhores escolas da destruição da democracia e das guerrilhas do crime organizado.

 

 

Por Miguel Gustavo de Paiva Torres é diplomata.