Opinião – Todos fora

”Temos que ficar diuturnamente mobilizados e atentos aos chamados do Capitão (…) por intermédio das mídias sociais, expressar nossas vontades e anseios…” Por tudo que vem acontecendo, estes novos tempos de composição do Ministério do Presidente eleito, Jair Bolsonaro, me trouxeram à lembrança um momento e uma ordem proferida pelo Cardeal Diácono, encarregado de dirigir …

16/11/2018 16:23



”Temos que ficar diuturnamente mobilizados e atentos aos chamados do Capitão (…) por intermédio das mídias sociais, expressar nossas vontades e anseios…”

Por tudo que vem acontecendo, estes novos tempos de composição do Ministério do Presidente eleito, Jair Bolsonaro, me trouxeram à lembrança um momento e uma ordem proferida pelo Cardeal Diácono, encarregado de dirigir todo o cerimonial e protocolo do Conclave que elege o sucessor de um Papa morto ou que tenha renunciado. Antes daquela ocasião da qual vou falar, o Colégio dos Cardeais já se terá dirigido à Capela Sistina no Vaticano, entoando o hino  “Veni Creatur Spiritus”. Aí, estando todos os eleitores em suas cadeiras, marcadas com os seus nomes, o referido Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias profere a famosa frase latina  Extra omnes, que em uma tradução livre quer dizer “fora todos os alheios”. É a determinação para que os estranhos – elementos do coro que participaram da missa de preces ao Espírito Santo, jornalistas, equipes de televisão e etc. – saiam da Capela, cujos portões são fechados e lacrados, até que surja deles o Cardeal Diácono ou o Camerlengo para proclamar, “annuntio vobis gaudium magnum: Habemus Papam! (com grande alegria anuncio que temos Papa).

Cumpre, desde logo, atalhar os críticos impiedosos. Não estou comparando o Capitão a nenhum Papa nem seu ministério ao Colégio de Cardeais, mas para não perder a chance do gracejo digo que talvez Francisco não andasse muito mal se desse a certo futuro ministro o chapéu de Cardeal. Brincadeiras à parte, quero dizer tão somente que a escolha dos ministros indicados até aqui, sem falar da alta qualificação e da inquestionável idoneidade dos mesmos, surpreende pela forma que não se vincula e muito menos se contamina com a classe política abjeta bem como, também, não chega nem perto da nefanda influência dos poderosos de dentro e de fora do Governo atual, que sai de cena com o “rabo entre as pernas”.

Quando foi que se viu isto no Brasil nos últimos 30 anos? A camarilha inteira de Brasília arde de ódio e de rancor porque tanto a nata da politicagem quanto os Nababos, Príncipes e Mandarins da República não podem posar ou bazofiar que estão sendo ouvidos e ou cheirados pelo Presidente eleito ou por sua equipe, como sempre ocorre nestes tempos de transição. Todos esses calhordas e a turma da imprensa profissional – que sempre ostentaram saber ou influenciar muito mais que qualquer mortal – estão tomando conhecimento dos acontecimentos mais importantes depois que já sabe qualquer cidadão comum, a quem Bolsonaro primeiro dá as devidas satisfações. Isso é muito ruim para os negócios escusos de todos aqueles velhacos e pior ainda para seu costumeiro tráfico de influência, com os quais sempre lucram milhões e milhões.

O novo governo vai se delineando e dizendo ao que veio. Enquanto isso as sociedades de criminosos legalizadas como partidos políticos e seus abomináveis donos e caciques nem perto chegam da casa de Bolsonaro. Por sua vez os vermelhos estão calados, perderam o rumo porque, se encontrando diante de tanta demonstração de competência e de amor à Pátria, não sabem o que dizer. As poderosas sanguessugas do suor do povo estão fazendo cara de paisagem, esperando (em vão) que ainda sejam convidados ou consultados para alguma coisa que seja. Os intelectuais da hipocrisia e os deformadores de opinião vivem escrevendo em seus jornalões sobre superficialidades e deixando transparecer todo seu despeito e sua mágoa porque aquele “capitãozinho de meia tigela” nem se lembra de seus nomes e ainda, vez por outra, têm que admitir que Bolsonaro vem acertando muito ou que não se aperfeiçoou nada daquilo que usaram para caluniá-lo ou para difamá-lo. Também está relegada a um plano inferior a “artistalhada da goela Rouanet” que submergiu silente e foi curtir sua frustação, de preferência no exterior, fumando maconha ou tomando “uísque 200 anos”.

É desse jeito que tem que ser mesmo. Tomara que o Capitão caminhe dessa forma até a posse e depois da mesma permaneça nessa toada. Vai ser uma verdadeira festa e um deleite para o cidadão de bem e para o homem honrado ver no Planalto, em primeiro de janeiro, os comensais da máquina governamental dos três Poderes da República protocolarmente colocados num canto da cerimônia de posse juntos e exprimidos entre os ex-presidentes que, forçosamente, terão que ser convidados. Por outro lado, vai ser incrível não ver o semblante da grande maioria dos denunciados na Lava Jato ou mesmo observar os de alguns que ainda estão em liberdade e que ousarem aparecer na festa, tendo que olhar de cabeça baixa o Ministro Sérgio Moro, certos de que adiante ele vai coloca-los no xilindró. Vai dar um prazer enorme ver as caras das ratazanas do erário, ainda não apanhadas pelas ratoeiras armadas por Bolsonaro e sua gente, tremendo de medo de que sua hora chegue afinal. Deus consinta que eu não perca esta memorável solenidade cívica, que dará início à nossa redenção como Nação livre e soberana.

Todos fora. Fora todos os vendilhões da Pátria e sua entourage que tanta desgraça trouxeram para o Brasil. A drástica redução da máquina pública – que financeiramente nem tanta economia representa – é, isto sim, uma decisão emblemática que sinaliza firmemente o propósito de reduzir a incompetência que aparelhou o Estado. Também naquela mesma direção está a determinação de não se admitir mais qualquer ladrão ou chupim nas hostes governamentais e, ainda que não haverá complacência com os incompetentes ou com os apaniguados da politicagem nacional. Igualmente transparece que a bandidagem protetora dos “direitos dos manos”, junto com os gigolôs do meio ambiente e com os covardes educadores ou intelectuais da destruição da família e da fé crista, não terão trégua e serão combatidos tenazmente.

São novos tempos e os energúmenos estão de fora. Conseguimos alcançar esta nova era a duras penas e que ninguém pense que vão nos arrancar das mãos. Creiam os Zé Dirceus da vida e outros tipos menos letais, tais como o guerrilheiro urbano Boulos ou um fanático esquerdopata da USP – um idiota fundamentalista que brandiu por aí que naquela Universidade a “Lei da Escola Sem Partido” não entra – que não se iludam ou que não ousem se rebelar. Aviso: vocês não têm competência, prestígio, influência ou coragem para enfrentar o que vem por aí com o projeto Bolsonaro, cujas raízes e metas nem condições vocês reúnem para enxergar.

Recentemente li em algum canto uma proposição no sentido de se implantar, a exemplo do eficiente e consagrado “Disk Denuncia”, um amplo programa chamado de “Disk Corrupção” que seria colocado à disposição do povão. Auguro que a equipe de Bolsonaro absorva a ideia e implante o tal programa, ou algo semelhante, no Brasil inteiro.

Não obstante, nós os cidadãos trabalhadores e amantes desta Pátria Verde e Amarela não podemos subestimar aqueles que são os verdadeiros inimigos do País. Temos que ficar diuturnamente mobilizados e atentos aos chamados do Capitão pela Rede Mundial de Computadores e, por intermédio das mídias sociais, expressar nossas vontades e anseios, vigiando dia e noite a vitória que alcançamos.

 

 

 

 

Por Jose Mauricio de Barcellos é advogado e ex-Consultor Jurídico da CPRM-MME. Email: bppconsultores@uol.com.br