Opinião – Os dois escolhidos do Presidente

”O que se deseja é que os dois nomeados pelo Presidente Bolsonaro exerçam os seus cargos com dignidade e façam jus a confiança, a que o Brasil deposita neles neste momento” Agora é definitivo. O Presidente nomeou André de Almeida Mendonça, da Advocacia Geral da União, para ministro da Justiça e Alexandre Ramagem, da Agência …

29/04/2020 12:35



”O que se deseja é que os dois nomeados pelo Presidente Bolsonaro exerçam os seus cargos com dignidade e façam jus a confiança, a que o Brasil deposita neles neste momento”

Agora é definitivo. O Presidente nomeou André de Almeida Mendonça, da Advocacia Geral da União, para ministro da Justiça e Alexandre Ramagem, da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), para a direção geral da Polícia Federal.

Em meio a tantas inquietações e contestações, uma palavra de apoio ao ato Presidencial.

Em primeiro lugar, os dois nomes são idôneos, sem que algo conhecido lhes desabone. O futuro ministro da Justiça recebe elogios, até de Ministros do STF pela sua qualificação técnica e desempenho. Integro a AGU como procurador aposentado e conheço o valor pessoal e competência do indicado.

O delegado Ramagem foi indicado pela cúpula da PF, como profissional qualificado, para a segurança pessoal do então candidato. Aproximou-se do Presidente Bolsonaro em momento tenso da campanha eleitoral, quando ocorrera um atentado, quase fatal. Nessa ocasião, Bolsonaro o conheceu, mais precisamente em outubro de 2018. Naturalmente, o policial passou a acompanhar a intimidade do candidato, no dia a dia da família, em razão do próprio ofício de dar-lhe segurança.

Nada impede, que alguém deixe de ser escolhido para um cargo de confiança, apenas por ter aproximações com o titular e sua família.

Aqueles que protestam destilam pura hipocrisia, antecipando juízo de presumido impedimento para o exercício da função, que não se justifica.

Quem assume posições tão relevantes vai ser julgado por seus atos futuros, e não por circunstancias de sua vida pessoal pretérita, que não envolveram ilicitudes, ou comprometimentos éticos.

O presidente Donald Trump tem ao seu lado, como auxiliar direto, um genro. John Kennedy símbolo dos democratas americanos nomeou seu irmão Robert Kennedy para o cargo de maior importância que era Procurador Geral.

O que se deseja é que os dois nomeados pelo Presidente Bolsonaro exerçam os seus cargos com dignidade e façam jus a confiança, a que o Brasil deposita neles neste momento.

Apenas isto!

 

 

 

 

ney lopesPor Ney Lopes– advogado, procurador federal, professor Direito Constitucional, ex-deputado federal. nl@neylopes.com.br.