Editorial – Max na máxima astúcia

”Seguindo a linha do vice Otaviano Pivetta, o deputado Max Russi é outro nome que se esquiva de possíveis retaliações nas urnas por conta do negativismo de Mendes” Não existem amadores nas esferas da política, onde duas clássicas frases estão presentes no cotidiano desse ambiente: ”Cobra engolindo cobra” e ”Cada um por si e Deus …

04/09/2020 12:57



”Seguindo a linha do vice Otaviano Pivetta, o deputado Max Russi é outro nome que se esquiva de possíveis retaliações nas urnas por conta do negativismo de Mendes”

Não existem amadores nas esferas da política, onde duas clássicas frases estão presentes no cotidiano desse ambiente: ”Cobra engolindo cobra” e ”Cada um por si e Deus por todos”.

A união entre os membros só existe quando há uma somatória entre ambos os lados de agregações. As mais conhecidas e usuais, por assim dizer, seriam a financeira e popularidade ou ”prestígio eleitoral”.

Compreende-se que a primeira alternativa, apesar do histórico em decidir eleições, atualmente em tempos cybers, ela não é mais a protagonista do enredo eleitoral. A exemplo, temos a campanha do atual presidente da República Federativa do Brasil, senhor Jair Messias Bolsonaro.

Ocorre que, a sensatez de políticos consagrados ou, ao menos, em plena acensão, não estão interessados ou poderíamos dizer que não estariam dispostos em arriscar suas, até então, polidas imagens, diante de um tabuleiro com peça(s) que não estão definitivamente colaborando para tal. Pelo contrário. Estaria sendo comprometedor para o futuro político desses nomes.

O vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) o qual era um nome de peso inquestionável na disputa pela vaga ao Senado, desistiu essa semana após um pedido formal do então governador Mauro Mendes (DEM). Mendes já havia sinalizado um possível ”abandono” do seu amigo e atual ocupante da cadeira do legislativo federal, Carlos Fávaro (PSD) para então, fazer o que para muitos seria o óbvio – apoiar o seu vice.

Pivetta já estava bem articulado, com um grupo político peso pesado, que não deixaria dúvidas na sua chance de ganhar as eleições, a não ser para uma minoria inexpressiva a qual estariam seus algozes.

Com essa movimentação de desistência para manter uma coerência do ofício e ganhos incalculáveis de densidade eleitoral (basta acompanhar as redes sociais do pedetista), o grupo que apostaria no vice governador aponta para o jovem e habilidoso deputado estadual Max Russi (PSB).

O deputado tem transito absoluto na atual gestão, é base do governador Mauro Mendes, logo, quem teria dúvidas do apoio do governador para com essa possível escalada de Russi? Poucos. Porém, antes que os duvidosos entrassem em cena, o astuto deputado já anuncia que estaria fora de tal missão. Oras, Russi não quis arriscar sua imagem de bronze, advinda de escaladas de sucesso desde a gestão anterior, se destacando como secretário estadual e consequentemente com ações reconhecidas, costurou sua entrada no Legislativo. Não quis arriscar esperar se haveria ou não o pronunciamento do então governador Mauro Mendes, a ”âncora” política da vez.

Ninguém esconde um sorriso para o governador. No entanto, todos dão um passo, seja para trás, seja para o lado, para não se energizar negativamente com sua imagem desgastada com um dos principais ”fosso de votos” – Servidores Públicos Estaduais.

Rolando os dados, dando-se as cartas ou movendo as peças, o jogo segue sendo jogado. Permanecerá quem tem fôlego e cacife. Diriam uns que, mais fôlego que cacife.