Editorial – Política em VG não é para amadores

Em uma ”cobrança de falta” espetacular, a família Campos estaria prestes a emplacar o futuro gestor municipal da vizinha da capital e assim, manter seu domínio político Até alguns dias atrás, quem anda saliente com os bastidores do cenário político das eleições municipais, que devem chegar junto com as chuvas, se Deus quiser, ainda estão …

18/09/2020 13:43



Em uma ”cobrança de falta” espetacular, a família Campos estaria prestes a emplacar o futuro gestor municipal da vizinha da capital e assim, manter seu domínio político

Até alguns dias atrás, quem anda saliente com os bastidores do cenário político das eleições municipais, que devem chegar junto com as chuvas, se Deus quiser, ainda estão se mordendo, lamentando ou dando gargalhadas sobre o quadro pintado na vizinha Várzea Grande.

Esse clima estaria por conta da candidatura do deputado federal Emanuelzinho (PTB), à prefeitura de Várzea Grande, o qual como todos sabem, tem seu pai como prefeito em Cuiabá e candidatíssimo a reeleição.

Com o silêncio de Jayme Campos (DEM), ‘senhor do Paço do Couto’ e um ”alerta espantoso” do cacique do MDB, Carlos Bezerra, soou para muitos, como ”ganância” por parte da família Pinheiro pretender tal cargo. Ouviu-se até mesmo sobre ”suicídio eleitoral”. Mero engano.

Sem nunca ter dado carta branca para Emanuelzinho, como também, nunca ter dito ”não”, Jayme Campos sempre estratégico, usa com muita habilidade as armas que poderiam ser usadas contra suas ações.

Jayme então, articula o jovem vereador Kalil Baracat (MDB), nome com referências positivas na política, começando pelo seu finado pai, Nico Baracat, um militante histórico do PMDB, atual MDB, foi vereador por VG e deputado estadual por dois mandatos. Nico Baracat, muito estimado politicamente pelos várzea-grandenses, prova esta que, seu legado político levou seu filho facilmente à Câmara Municipal.

Kalil também é correligionário de Emanuel Pinheiro, pai de Emanuelzinho. E aos 45 do segundo tempo, JC libera, nos bastidores, a candidatura do petebista, com possível objetivo de pulverizar os votos na disputa com um nome que a família Campos não pode subestimar – o empresário Flávio Vargas (PSB), ou Flávio da Frical (frigorífico) como é conhecido.

O leitor que estaria se perguntando como que um deputado federal eleito com um significativo número de votos, deixaria a nababesca esfera federal para ser prefeito de Várzea Grande?! Eis o sensato entender.

Paralelo a atuação de Emanuelzinho em tirar votos de Vargas para aumentar ou garantir a eleição de Kalil, a família Campos apoiaria, nos bastidores, diga-se de passagem, a reeleição de Emanuel Pinheiro em Cuiabá.

Que fique claro, leitor, não houve afronta dos Pinheiros para com os Campos. São amigos e quase parentes politicamente. Houve uma estratégia diante da então candidatura de Vargas. Se o mesmo não entrasse na disputa, o deputado federal sequer iria pintar lá pelas bandas de V.Grande.

Em muitos casos, mas nem sempre em todos os casos, o mal na política é necessário. Sobre onde o mal estaria nesse contexto, a  interpretação fica a cargo, critério da consciência de cada leitor.