Editorial – Corrida ao Alencastro: a diferença entre o ”6” e a ”meia dúzia”

Uma análise para além da interpretação da ironia matemática do chavão popular

02/10/2020 15:37



Vista aérea noturna do Palácio do Alencastro, Prefeitura de Cuiabá. Foto: Divulgação

A cada dia, os gatunos a postos para a corrida eleitoral municipal à prefeitura de Cuiabá, mostram mais e mais as unhas, esquecendo das bolas de pêlos que os envolvem.

Não é preciso andar muito por Cuiabá, tampouco, conversar com muitas pessoas de classes diferentes, que veremos opiniões formadas e baseadas em clássicas como: ”Político é tudo igual. Pior que está, não há de ficar” e ”será como trocar seis por meia-dúzia”. Entre outras rotulações populares a cenários de incertezas.

Considerando a segunda frase – seis por meia-dúzia –  talvez a mais mencionada nas ruas, podemos então, contrariar o velho bordão diante de uma realidade a qual Cuiabá vem, quer para uns, quer não para outros, vivendo. Existe, assim, analisando por um prisma além da ironia matemática da ‘clássica frase’, uma diferença significativa entre o ”seis” e a ”meia-dúzia”.

Apresento-lhes, através de fatos, fatos sólidos, diga-se de passagem, a tal diferença ousadamente atribuída àqueles que já perderam as esperanças, ora talvez pelo pacífico pedigree brasileiro, ora pelo cansaço de acreditar em mudanças.

O ”seis”, seria o cenário da então situação, que vem sendo perseguido duramente por quem sequer é ”mal lavado”, pois é sujo mesmo, além de acusado por um passado, que até o momento, é ímprobo.

O ”seis”, é paralelamente reconhecido por uma outra gama de atentos aos passos firmes de uns, sorrateiros de outros, exatamente por seis obras de magnitude merecida à capital mato-grossense. São elas:

  • Viaduto da Beira Rio;
  • Viaduto da Av. das Torres;
  • Hospital Municipal de Cuiabá
  • Unidades de Saúde Familiar;
  • Revitalização da Av. Fernando Corrêa da Costa;
  • Anel viário Contorno Leste;

O viaduto ”Murilo Domingos”, entre a av. Beira Rio e ponte Sérgio Mota, ligando Cuiabá e Várzea Grande, chegará em tempo limite para desobstruir uma das principais artérias do trânsito na capital, a qual liga a região do grande Coxipó e tráfegos entre a vizinha Várzea Grande.

O viaduto ”Juca do Guaraná”, no entroncamento da av. Edna Maria Albuquerque Aff, famosa av. das Torres, com a avenida Itália, não é preciso dar delongas sobre a importância dessa obra, mediante o crescimento, tanto comercial como residencial ao longo das margens dessa avenida expressa, aliviando o tráfego não apenas dos moradores da grande CPA, como o de veículos pesados que entram e saem dos distritos industriais de Cuiabá e Várzea Grande.

Na Saúde, um complexo hospitalar com referências extremamente positivas por quem ali passou no antes e pós pandemia do Covid-19. Um sucesso que surpreendeu, possivelmente até os mais pessimistas à época.

As Unidades de Pronto Atendimento (UPA) foram fundamentais para estancar a ‘sangria’ que levava ao colapso dos hospitais no auge da pandemia, fossem elas sobre Covid ou qualquer outro atendimento de menor complexidade. As UPAs tiveram papel importantíssimo nos bairros, com atendimento inicial e atendimento precoce naquele momento crítico que envolvia a Saúde de todos o país.

A revitalização da av. Fernando Corrêa da Costa, um dos cartões postais da nossa Cuiabá. Como cuiabano, o ”seis” não deixaria de atuar em uma das ”passarelas” da cidade a qual já se nota as ações para lhe devolver o sobrenome ”Verde”, perdida outrora em uma gestão com menos feeling ambiental e paisagístico.

Por fim, o grande legado do ”seis” – Contorno Leste. Uma obra que dará um salto sócio econômico em uma região inóspita, desassistida em quase toda sua totalidade, cercada pro ‘grilos residenciais’, clamando por uma atenção e oportunidade. Eis que ela chegou.

Pois bem, do outro lado da ”pista” da então corrida, estão os ”meia dúzia”, onde não haverá muita delonga na apresentação. Mesmo porque, o histórico de um dos integrantes, são de marcas profundas na população.

A exemplo de tais sequelas,  cito a classe dos servidores públicos municipais, os quais já se manifestaram, em coro, o repúdio a tal nome. Tal nome fez de surdo e segue firme. Até onde, não sabemos.

Outro integrante do ”meia dúzia”, é um novato que gerou um crédito inexpressivo aos que possuem temperamento sinuoso e oscilante, tal qual o candidato. Dessa forma, não inspira qualquer confiança ao já, atento eleitor.

Dois nomes da Esquerda, um assumido e outro camuflado, também irão se aventurar. Nesse caso, a mancha vai além dos nomes. É partidária. Dispensa maiores comentários.

No mais, sem qualquer referência política a dar, e mesmo se houvesse a explanação para alguma compreensão, talvez tivesse que ser demasiada, conforme a inexpressividade, acompanhada de dúvidas exaustivas.

Que tenha então, ficado exposto a diferença entre o ”seis” e os ”meia dúzia” que compõe esse tabuleiro simples, mas que alguns insistem em tremer a mesa para bagunçar as peças.

Atitude imatura a qual o eleitor já não mais tolera.