Opinião – Movimento Coxipó pró VLT

”O movimento está ampliando o seu trabalho de conscientização”, diz Vuolo

08/10/2020 11:24



Mapa das linhas que seria o VLT em Cuiabá e Várzea Grande

Quando o presidente dos Estados Unidos, John Kennedy, foi assassinado no dia 22 de novembro de 1963 por um disparo enquanto circulava no automóvel presidencial na Praça Dealey, em Dallas (Texas), a cidade ficou conhecida por dezenas de anos como a “cidade do ódio”, até que uma campanha publicitária intensa mudou a imagem da terra dos cowboys.

Fazendo uma analogia com o que aconteceu em Cuiabá e Várzea Grande, em 2014, com a paralisação das obras do VLT, a imagem que temos dos últimos 6 anos de Mato Grosso para o Brasil é a de um Estado constituído de políticos medíocres, incompetentes e corruptos.

Tudo porque, a maioria fala que apoia o VLT, mas na verdade, não toma qualquer providência para resolver a questão. Foi assim, nas últimas campanhas eleitorais. Muito discurso e pouca ação.

A maior prova desse descaso governamental, é que o governador nunca visitou a obra. E pelos prejuízos causados à sociedade, foi processado criminalmente. A 4ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande ajuizou Ação Civil Pública (ACP) por degradação ambiental e material na área de 132 mil metros quadrados localizada ao lado do aeroporto, para a construção do Centro de Controle, Manutenção e Operação do VLT. É um crime doloso!

E assim, o governo do Estado de Mato Grosso passa a imagem do deboche e da mentira. Mentiram ontem, e hoje mentem novamente. Mentem de corpo e alma completamente. Mentem diariamente. E de tanto mentir tão bravamente, constrói um governo de mentiras diariamente. Essa é a imagem de mais um governo de promessas não cumpridas. Como bem disse a jornalista Maju no Jornal Nacional: “o VLT é vergonha nacional”.

Ciente dos enormes prejuízos que essa obra parada está trazendo para a população e ao erário, é que surgiu há 1 ano e 5 meses, o Movimento Pró VLT, cívico e suprapartidário, para cobrar do governo do Estado a conclusão imediata das obras.

O Movimento Pró VLT está ampliando o seu trabalho de conscientização desse modal de transporte ecologicamente correto para a melhoria na qualidade de vida de nossa população.

Depois da criação do Movimento Cidadania Pró VLT de Várzea Grande, que organizou no mês passado, um protesto na ponte sobre o rio Cuiabá construída para o VLT, o Movimento Pró VLT ampliou, ainda mais, o seu raio de atuação. Lideranças das mais representativas coxipoenses decidiram somar nessa luta criando o Movimento Coxipó Pró VLT.

O local escolhido para a manifestação foi o viaduto da UFMT, na Avenida Fernando Correa da Costa, onde se encontram abandonados os trilhos do VLT.

Além da minha participação, estiveram presentes nessa manifestação cívica, que obedeceu a limitação de pessoas por causa da pandemia, o administrador de empresas, Emanoel Rosa de Oliveira, o engenheiro civil Edson José Carvalho da Costa, o professor e policial rodoviário federal Paulo Vieira de Melo, a cirurgiã dentista Iasmim Patrícia de O. Costa, o advogado Edmilson Rosa de Oliveira, o economista Nailton Caio de Jesus, o administrador de empresas Luís Cesar Aguaio,  a turismóloga Thais Alves Barbosa e o proprietário da Faculdade Impacto do Coxipó José Olímpio dos Santos.

Para o Coordenador do Movimento Coxipó Pró VLT, Emanoel Rosa de Oliveira, “O povo do Coxipó não aguenta mais sofrer diante do caos no transporte público. Todo dia existe engarrafamentos de veículos com os ônibus poluentes superlotados sem ar-condicionado. O VLT será a solução, tem a preferência do semáforo, será mais rápido e confortável com poluição zero”.

De acordo com o especialista em VLT, engenheiro José Pícolli, foram investidos para receber o VLT somente no Coxipó, mais de R$ 100 milhões assim distribuídos: R$ 37. 917.000,00 (viaduto da Universidade Federal de Mato Grosso), R$ 53.899.000,00 (ponte sobre o rio Coxipó com 294 unidades de vigas pré-moldadas prontas), R$ 31.728.000,00 (viaduto da entrada para Santo Antônio do Leverger), totalizando R$ 103.544,00.

Esse dinheiro não pode ser jogado no lixo. O governador não pode continuar governando contra a sociedade. O povo quer VLT já!

 

 

 

Por Vicente Vuolo, economista e cientista político.