Editorial – MDB x Governo: amigos, amigos. Negócios à parte

O cacique da tribo emedebista, Carlos Bezerra, já estaria articulando a reaproximação dos dois guerreiros de maior expressividade atualmente no partido: Emanuel Pinheiro e Janaína Riva 

14/12/2020 18:46



Musculatura política
Ele na capital, ela no Estado
Não faltarão apoiadores
Herdeiros políticos

Emanuel e Janaína: essa será a dupla do pleito 2022 rumo ao Executivo estadual

Mesmo com a recente rusga ocorrida no período eleitoral, a grandeza do projeto do partido, sem sombras de dúvidas, vem falando mais alto e em bom tom: o comando do Governo do Estado é o foco atualmente do MDB para 2022.

Ainda que o atual governador tente manter por perto e sutilmente em ”rédeas curtas” o partido na sua base, os movimentos mais explícitos do MDB, não parecem sincronizar com os do chefe do Executivo estadual.

Paralelo a valsa com ausência de coreografia citado acima, o prefeito reeleito nem recuperou o peso perdido durante a disputa municipal e o cacique da sigla, o lendário Deputado Federal, Carlos Bezerra, já articula a reaproximação dos dois principais ”guerreiros da tribo” emedebista: Emanuel Pinheiro e Janaína Riva.

É fato. É notório. Como é público e indiscutível que, atualmente as duas figuras estampam o topo do protagonismo político da capital e do Estado.

Emanuel se destaca pelo carisma e desenvoltura mediante os ‘pesares’ contra a sua pessoa, mas que arrebatados por uma gestão elogiada inclusive pelos seus algozes. Janaína, surpreende até mesmo quem nela sempre apostou as fichas no que diz respeito ao seu potencial. Dinâmica, personalizada, versátil e libertada do que outrora foi sua sabatina: sobrenome Riva. Independente, segue com sua capacidade de articulação nata, onde enxerga em cada obstáculo, um trampolim para alçar voos ainda mais altos.

Bezerra, como um monge, entra em cena para amansar os ânimos dessas duas expressivas figuras do partido e dar, o quanto antes, a homogeneidade necessária para ambos que tão logo estarão se reunindo para definir o futuro político do MDB em Mato Grosso. Futuro esse, ao que tudo indica, estará sendo posto nas mãos de ambos.

EP e JR estão muito bem amparados além do próprio partido, caso tal projeto ganhe corpo e movimento (pois almas já possui) para um eventual cenário no pleito estadual rumo ao Palácio Paiaguás que se avizinha há menos de dois anos.

Emanuel Pinheiro e Janaína Riva tem estreitas relações com senadores consolidados, com forte influência no Congresso Nacional e setores do Agro mato-grossense.  À exemplo, Pinheiro recebeu total apoio no pleito municipal do senador Welligton Fagundes (Partido Liberal) o qual é nada mais, nada menos que sogro da então deputada Riva. Ambos seguem alinhados com o também senador eleito na suplementar à vaga a qual já ocupava, Carlos Fávaro (PSD).

O atual presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho (DEM), também tem não só simpatia, como boa relação com os dois nomes.

Botelho que é um meister em promover o bem estar dos poderes, tem sido o principal mediador entre as celeumas do executivo municipal e estadual.

Pinheiro traçou uma linha de destino político que, possivelmente nem ele imaginou ou cogitou tamanha trilha à percorrer. Com sua reeleição, parece ainda mais predestinado em executar o possível projeto da sigla.

Agora, Janaína Riva, vem de uma ”ferocidade” em defender sua pessoa, sua imagem, sua honra, sua moral como mulher e como pessoa, diante de uma sabatina que a submeteram logo no primeiro mandato, cobrada 24h nas redes a qual superou com austeridade, ganhando mais que respeito e confiança, como admiração de muitos que a criticaram.

Assim disse um aspirante ao jornalismo, indagando um veterano no salão Cloves Vettorato, (anexo do Palácio Paiaguás) em uma solenidade do Executivo estadual com a ALMT, no ano de 2010:

”Marcão, (jornalista Pedro Marcos Campos Lemos) escreve o que vou te falar: Janaína Riva será a 1ª mulher a governar Mato Grosso”.

De um modo ou de outro, a picada que está sendo aberta pelo MDB na ”mata densa” rumo ao pleito de 2022, não foge das palavras profetizadas acima pelo mancebo da política.