Demolição do estádio Verdão cria polêmica

Criada há cinco meses, a Agecopa, sob o ex-prefeito de Rondonópolis Adilton Sachetti, ainda tem um grande e sinuoso caminho para assegurar a execução de todos os projetos exigidos pela Fifa para Cuiabá sediar a Copa do Mundo de 2014. A lista de exigências é grande e como a maioria das obras será executada pelo …

23/02/2010 12:30



Copa 2014

Criada há cinco meses, a Agecopa, sob o ex-prefeito de Rondonópolis Adilton Sachetti, ainda tem um grande e sinuoso caminho para assegurar a execução de todos os projetos exigidos pela Fifa para Cuiabá sediar a Copa do Mundo de 2014. A lista de exigências é grande e como a maioria das obras será executada pelo poder público precisam ser licitadas. Assim, antes de demolir o estádio Verdão e começar a construção da nova arena, é necessário, vencer algumas etapas: publica-se o edital, após 45 dias a Comissão de Licitações abre os envelopes e 30 dias depois da análise das propostas é apresentada a empresa vencedora, isso considerando o prazo legal de 30 dias para eventual contestação na Justiça de alguma empreiteira que eventualmente tenha se sentido prejudicada na concorrência.

Se não houver nenhum questionamento jurídico as obras iniciam em 105 dias. Em Mato Grosso, a Agecopa publicou o edital em janeiro. Os envelopes seriam abertos no início deste mês mas, como um dos consórcios ingressou com recurso, a Agência já enfrenta a primeira dificuldade e deve conseguir dar o segundo passo rumo à demolição do Verdão apenas em março. Se não bastasse isso, a Associação dos Usuários de Transporte Coletivo (Assut) ingressou com ação civil pública para tentar barrar a queda do estádio.

Caso a Justiça defira o pedido e as obras não forem realizadas dentro dos critérios estabelecidos pela Fifa e nos prazos corretos, Cuiabá pode ser desclassificada. O resultado deve ser desastroso porque os setores hoteleiro, turismo e de restaurantes já começaram a investir em infraestrutura e na qualificação de seus funcionários. Além disso, a população mato-grossense vive um clima de euforia para o Mundial.

As obras precisam ficar prontas até maio de 2013 para a realização da Copa das Confederações. A engrenagem é complexa porque além do estádio devem ser feitas adequações no sistema de trânsito e transporte de massa da Capital, segurança, saúde e turismo. Na lista de prioridades estão a troca de frotas de ônibus, construção de viadutos, avenidas, além de um novo hospital e ampliação do número de policiais civis e militares na Baixada Cuiabana. Todos deverão ser treinados e capacitados, inclusive a tropa de choque para enfrentar situações de conflito. No caso da segurança, a secretária estadual de Justiça e Segurança Pública planeja entregar até o final do próximo mês o projeto-piloto com as obras necessárias e o planejamento estratégico para a Copa.