O jornalista Wilson Bispo participa do 3º Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental

O jornalista Wilson Bispo apresentou a oficina “As novas pautas da sustentabilidade” no primeiro dia do 3º Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental que acontece em Cuiabá até 20 de março. Para Wilson, o meio ambiente é um tema cada vez mais complexo e discutido, que não pode ser visto apenas como a natureza, mas deve …

19/03/2010 17:42



O jornalista Wilson Bispo apresentou a oficina “As novas pautas da sustentabilidade” no primeiro dia do 3º Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental que acontece em Cuiabá até 20 de março. Para Wilson, o meio ambiente é um tema cada vez mais complexo e discutido, que não pode ser visto apenas como a natureza, mas deve envolver tudo que nós cerca, relacionando-se com cidadania, economia, educação e política. Bispo defendeu que o melhor termo a ser usado é socioambiental na tentativa de abarcar todas as nuances da questão.

“As pautas ambientais são muito específicas o que não valoriza a sua contextualização”. Para o jornalista, o mais interessante seria tratar do tema em todas as editorias nos veículos de comunicação, em vez de ter uma editoria específica, para que não se crie uma oposição entre desenvolvimento e meio ambiente. Além do tratamento holístico, Bispo defendeu a necessidade de novas práticas e conceitos a ser desenvolvidos nas matérias, como, por exemplo, tratar de cooperação, associação e qualidade ao invés de competição, dominação e quantidade.

 “Omissão e desinformação contribuem para que aquilo pelo qual lutamos seja negado”. Wilson Bispo citou o exemplo dos relatórios do IPCC, resultado de pesquisas climáticas de 3 mil cientistas, que têm sido vítima de críticas quanto a sua confiabilidade e veracidade sobre o aquecimento global. O jornalista apontou que a informação é importante para que as pessoas entendam o que está acontecendo e possam fazer as suas escolhas, pois “a gente só consegue mudar se tiver conhecimento, se tiver informação”.

Diante disso, Bispo falou da necessidade do jornalista ser especialista, facilitador, catalisador e ativista em sua profissão, mas lembrando que antes de ser ambientalista se é jornalista, devendo-se manter o compromisso com a ética

(Fonte: COngresso de Jornalismo Ambiental)