Dunga entra na briga contra nova bola

Dunga esqueceu do mundo, o seu particular e o dos outros. Na sua cabeça gira apenas a seleção brasileira. Não há espaço para outras preocupações. Nem mesmo o dia a dia da sua família em Porto Alegre tira a concentração do treinador. Ele revelou ontem que a sua obrigação é o trabalho com os jogadores …

04/06/2010 14:04



Dunga esqueceu do mundo, o seu particular e o dos outros. Na sua cabeça gira apenas a seleção brasileira. Não há espaço para outras preocupações. Nem mesmo o dia a dia da sua família em Porto Alegre tira a concentração do treinador. Ele revelou ontem que a sua obrigação é o trabalho com os jogadores na Copa. E basta.

Após o Mundial, seu projeto é parar com o futebol por pelo menos seis meses e, aí sim, dedicar-se aos familiares. “Quando a gente entra na seleção, nos focamos no trabalho, no que podemos fazer para dar o melhor para a seleção. Só assim podemos dar alegria ao torcedor brasileiro. Focar no trabalho, fazer o melhor que foi possível.”

Até nas horas vagas, nas folgas dos atletas ou no descanso da companhia, ele não consegue relaxar. Trancado no Fairway Hotel, abrigo da seleção na África do Sul, cuida de todos os detalhes que envolvem os jogadores. “Quando eles estão de folga, eu e a minha comissão técnica estamos trabalhando, analisando um a um, o que devemos fazer, quem temos de segurar nos treinos. No meu tempo de jogador, eu queria dormir, treinar e jogar. Agora é diferente”.

Para não dizer que é um caxias, ele costuma convocar seus assessores para um bate-papo na academia de ginástica da concentração. E conseguiu a proeza de levar

Andrés Sanchez, chefe da delegação, aos exercícios na esteira. “Quando os jogadores estão descansando, eu vou para academia do hotel. Chamo todo mundo da comissão técnica para malhar, conversar sobre a seleção. Depois de 40 dias malhando, todo mundo vai voltar sarado para o Brasil. Levei até o chefe da delegação, o Andrés Sanchez foi andar na esteira”, contou o treinador. O presidente do Corinthians é um fumante inveterado e pouco afeito aos exercícios físicos.

Fora da sala de ginástica, Dunga não para de pensar na seleção. Até a família fica em segundo plano. “Tempo para falar com a minha mulher eu vou ter de sobra daqui a 40 dias. Meu foco é a seleção. Não sou muito de ficar ligando para a minha família no Brasil. Fui assim quando era jogador e sou assim como treinador. Se a minha família tiver um problema, não vou conseguir resolver daqui. A minha mulher segura a barra lá”.

Após a Copa do Mundo a história vai ser diferente. O treinador pretende afastar-se do futebol para dar mais atenção aos seus familiares. Seu pai sofre do mal de Alzheimer há muitos anos. Dunga que ficar mais próximo da sua mãe e de seu pai e também da mulher e filhos. Bola mesmo só em janeiro de 2011.