Fim do isolamento em MT

O gerente do Departamento de Operações do Sistema da Rede Cemat, Teomar Estevão Magri, anunciou ontem o fim do isolamento energético de Mato Grosso até 2012. Atualmente, apenas seis municípios estão fora do Sistema Interligado Nacional (SIN), sendo supridos com energia de usinas termelétricas movidas a óleo diesel. Dos seis, Cotriguaçu e Juruena entram para …

10/06/2010 09:36



O gerente do Departamento de Operações do Sistema da Rede Cemat, Teomar Estevão Magri, anunciou ontem o fim do isolamento energético de Mato Grosso até 2012. Atualmente, apenas seis municípios estão fora do Sistema Interligado Nacional (SIN), sendo supridos com energia de usinas termelétricas movidas a óleo diesel. Dos seis, Cotriguaçu e Juruena entram para o SIN até setembro deste ano. Em 2011 será a vez de Comodoro sair do isolamento e, em 2012, Paranorte, Guariba e Rondolândia conquistam sua “independência” energética ao se integrar às linhas de transmissão do sistema nacional.

“O isolamento é ruim para Mato Grosso e para os municípios, pois gera insegurança e inibe os investimentos. Além disso, pesam muito também os custos de manutenção dos equipamentos, como os motores e grupos de geradores, e as despesas com combustíveis. Fizemos este cronograma para acabar com o isolamento e vamos cumpri-lo até 2012”, afirmou Magri.

Entre os ganhos da eliminação das usinas térmicas ele aponta a redução de consumo de óleo em cerca de 30 milhões de litros por ano e das perdas técnicas, bem como a diminuição da poluição atmosférica. “Os ganhos são muitos e vão desde as vantagens técnicas e operacionais até às ambientais”.

Atualmente, as seis usinas termoelétricas ainda em operação no Estado consomem 7,4 milhões de litros de diesel por ano, demandando gastos em torno de R$ 16,13 milhões com a compra do combustível. Em termos ambientais, a eliminação das seis térmicas reduzirá em 14 mil toneladas anuais a emissão de gás carbônico (CO²) na atmosfera.

De acordo com Teomar Magri, em um período de dez anos – 2001 a 2010 – serão desativadas 38 usinas termoelétricas no Estado, num total de 258 grupos geradores que gastavam 415 milhões de litros de diesel por ano, com desembolso anual de R$ 904 milhões na aquisição de combustível. A desativação das 38 térmicas vai impedir ainda que 830 mil toneladas de CO² sejam emitidas à atmosfera. Até no ano passado, 36 municípios saíram do isolamento. Para tirar os 38 municípios do Sistema Isolado, a Rede Cemat teve de construir 1,49 mil quilômetros de linhas de subtransmissão em 34,5 quilovolts (kV) e 1,61 mil quilômetros de linhas em 138 kV. (Veja quadro)

DESAFIO – O principal gargalo do Estado, segundo Magri, era a região do Araguaia. A localidade, formada por 16 municípios – Gaúcha do Norte, Querência, Ribeirão Cascalheira, Alto Boa Vista, Novo Santo Antônio, Serra Nova Dourada, Bom Jesus do Araguaia, Canabrava do Norte, Confresa, Porto Alegre do Norte, São José do Xingu, Santa Cruz do Xingu, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, Luciara e Vila Rica – chegou a ser chamada de “vale dos esquecidos”. “A Rede Cemat identificou o estrangulamento naquela região e investiu maciçamente no equacionamento energético, construindo linhas de transmissão e subestações rebaixadoras”, informou.

SUSTENTABILIDADE – Teomar Magri ressaltou ainda o compromisso da Rede Cemat com a sustentabilidade ambiental, destacando que a empresa procura atuar como agente de melhorias sócio-ambientais, “maximizando os impactos positivos e minimizando os impactos negativos das atividades, e viabilizando investimentos que promovam o desenvolvimento regional, a geração de renda com respeito à cultura, valores e costumes das comunidades”.

Ele diz que a Cemat tem como meta também promover a preservação do meio ambiente, a prevenção da poluição e o consumo consciente. “Procuramos apoiar entidades de pesquisas, a inovação tecnológica e do setor elétrico associadas ao meio ambiente, à saúde e à segurança do trabalho”, disse ele.