Convênio com o Governo Federal garante R$ 5,25 milhões para sistema penitenciário de Mato Grosso

O Departamento Penitenciário Nacional (Depen) vai destinar para Mato Grosso, por meio de um convênio com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MT) R$ 4,5 milhões para construção de uma cadeia pública com capacidade de 396 vagas, para abrigar presos provisórios que estejam em delegacias de polícia. Além disso, mais R$ 750 …

15/06/2010 09:23



O Departamento Penitenciário Nacional (Depen) vai destinar para Mato Grosso, por meio de um convênio com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MT) R$ 4,5 milhões para construção de uma cadeia pública com capacidade de 396 vagas, para abrigar presos provisórios que estejam em delegacias de polícia. Além disso, mais R$ 750 mil serão destinados para construção de um módulo creche/berçário na Penitenciária Feminina de Cuiabá – Ana Maria do Couto May.

De acordo com o secretário adjunto de Justiça, tenente-coronel PM Wilquerson Felizado Sandes, esse centro de detenção provisório previsto pelo convênio, será construído em Barra do Garças e foge aos padrões convencionais já que terá controle aéreo. “Esse projeto foi desenvolvido em Mato Grosso e já tem servido de referencia para todo Brasil, onde o sistema de trancas das selas é feito pelos agentes penitenciários do andar de cima das celas, evitando que ele tenha qualquer tipo de contato com o preso”, explica.

O secretário explica também que esse novo modelo de centro de detenção traz consigo cinco vantagens sobre as demais unidades. “Eles são mais arejados, mais iluminados, o contato entre os presos e os agentes é evitando tornando o ambiente mais seguro para os funcionários, e para os detentos. Além disso, a unidade possui também centros de saúde e escola”, disse.

A outra verba que o Depen destinará para Mato Grosso servirá para adaptar um espaço dentro do Presídio Feminino Ana Maria do Couto May para que as mulheres com crianças pequenas possam ter um local mais salutar para ficar com seus filhos. “A preocupação é que essas crianças em momento algum se sintam atrás das grades, presas, até porque elas na estão. Esse espaço terá todo um contexto pedagógico e decoração infantil. Atualmente temos naquela unidade 30 reeducandas com crianças e seis grávidas”, disse.