Mato Grosso enfrenta dificuldades para escoar produção de soja para os principais portos de exportação do País

Não é novidade que Mato Grosso é campeão nacional na produção de soja, milho e algodão. Porém, o Estado enfrenta o grande desafio para escoar essa produção para os principais os portos de exportação como o de Santos (SP), Santarém (PA) e Paranaguá (PR) e até mesmo a pontos onde existem outros modais (ferrovias e …

21/06/2010 18:44



Não é novidade que Mato Grosso é campeão nacional na produção de soja, milho e algodão. Porém, o Estado enfrenta o grande desafio para escoar essa produção para os principais os portos de exportação como o de Santos (SP), Santarém (PA) e Paranaguá (PR) e até mesmo a pontos onde existem outros modais (ferrovias e hidrovias).

Todos os anos, um milhão de caminhões pesados circulam pelas principais rodovias federais do Estado durante o escoamento das safras. Eles transportam cerca de 30 milhões de toneladas de grãos. Os números são da Central de Comercialização de Grãos (CentroGrãos) da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato).

O coordenador da CentroGrãos, João Birkhan, explica que estes dados levam a um estrangulamento modal rodoviário de 100%, o que pode prejudicar futuramente o status de maior produtor de grãos que o Estado conquistou. E, consequentemente, diminuir a renda dos produtores rurais.

Conforme dados da Revista Exame, Mato Grosso possui uma das maiores malhas viárias estaduais do país. Ao todo são 28 mil quilômetros de estradas estaduais, sendo que apenas cerca de quatro mil estão pavimentados. A 7 rodovias federais que cortam o Estado totalizam 4.136,10 mil quilômetros, destes 3.216,15 mil Km são pavimentados. As principais são as BRs-163, 364, 158 e a 070, mais importantes meios de ligação com os outros modais e com os portos. Entre as principais rodovias estaduais estão as MTs-246, 343, 358,170, que compõem parte do Corredor Noroeste de Exportação, já que se encontram no eixo de escoamento da produção da região de Campo Novo do Parecis e Brasnorte.

Os principais problemas apresentados por essas rodovias são o fato de não serem duplicadas, inexistência de acostamentos, ausência de infra-estrutura de recuperação e excesso de caminhões rodando diariamente. Se consideramos somente as carretas (27 toneladas) são 811 mil viagens anualmente, além de bitrens (37 t) e treminhões (47 t).

“Todos estes fatores levam à formação de enormes filas nas rodovias, aumentam o valor do frete, deterioram as rodovias, influenciem diretamente no custo de manutenção dos veículos, entre outros”, explica João Birkhan.