Júlio Batista joga

Dunga escolheu Julio Baptista e Daniel Alves para os lugares de Kaká (suspenso) e Elano (machucado) para enfrentar Portugal, amanhã, em Durban, fechando a primeira fase do Mundial. As trocas de peças mudam o jeito de a seleção brasileira jogar. O time vai perder velocidade nos contra-ataques e deve se enfraquecer um pouco na marcação. …

24/06/2010 10:10



Dunga escolheu Julio Baptista e Daniel Alves para os lugares de Kaká (suspenso) e Elano (machucado) para enfrentar Portugal, amanhã, em Durban, fechando a primeira fase do Mundial. As trocas de peças mudam o jeito de a seleção brasileira jogar. O time vai perder velocidade nos contra-ataques e deve se enfraquecer um pouco na marcação.

O projeto de Dunga era não mudar a seleção, mesmo com a classificação garantida às oitavas de final. “Quanto mais entrosamento, melhor. Temos alternativas para mexer no time, que me deixam tranquilo, mas não é bom ficar mudando a formação da equipe”, disse o treinador, logo após a vitória contra Costa do Marfim, quando perdeu Kaká pela expulsão e Elano, vítima de uma violenta pancada na perna direita.

A expectativa do treinador era de contar pelo menos com Elano. O meia bem que tentou voltar aos treinos ontem, mas as dores na canela o impediram. Sem Elano, a seleção perde um pouco da consistência na marcação pelo setor direito.

Daniel Alves, herdeiro da vaga, até por ser lateral-direito, gosta de sair mais para o ataque e não recompõe o meio de campo com tanta facilidade como Elano.

Daniel Alves, porém, tem melhor passe e ótimo aproveitamento nos cruzamentos. Também pode se revezar com Maicon na lateral. Ele vai ser o encarregado de bater as faltas nas laterais, o jogo aéreo.

No caso de Kaká, Dunga não tinha outra coisa a fazer a não ser escalar Julio Baptista. Não por falta de opções, mas pela coerência. Desde que chamou Julio, o treinador tem repetido que o meia da Roma é o reserva imediato de Kaká. Não escalar Julio agora seria um tiro no pé. Sem Kaká, a seleção perde, e muito, na organização do contra-ataque.

Kaká é mais cerebral, além empregar velocidade na saída de bola do meio para o ataque. Julio Baptista tem mais explosão e força do que Kaká. Pode ajudar na marcação no meio de campo. Seu forte não é o passe e sim as finalizações. Gosta de arrematar de fora da área, o que pode ser uma boa alternativa diante de uma defesa bem fechada.

Apesar das baixas importantes no seu time, Dunga tem uma boa recordação de Daniel Alves e Julio Baptista. Os dois foram fundamentais na vitória por 3 a 0 contra a Argentina na decisão da Copa América de 2007, na Venezuela, quando o Brasil foi campeão. Julio substituiu Kaká, que pediu para não disputar a competição. E Daniel Alves entrou ainda no primeiro tempo do jogo no lugar de Elano, que saiu machucado. Naquela vitória, Julio Baptista fez o primeiro gol. O segundo foi de Ayala, contra. E Daniel Alves cravou o terceiro.

A equipe brasileira, em pese do estado ruim do gramado de Durban espera repetir aquela boa atuação. Nem mesmo a ausência de Kaká interfere no clima do grupo que segue a risca as determinações de Dunga e promete jogar neutralizando os espaços dos portugueses e procurando a vitória com muita velocidade e ataques mortais.