Cientistas reconstroem pulmão e implantam em rato com sucesso

Cientistas da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, afirmam ter conseguido ter regenerado o tecido de um pulmão de rato e capacitado o órgão a voltar a funcionar – mesmo que tenha sido apenas por alguns minutos. Segundo os cientistas, hoje, a única maneira para reparar o tecido danificado de um pulmão é o transplante …

25/06/2010 10:39



Cientistas da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, afirmam ter conseguido ter regenerado o tecido de um pulmão de rato e capacitado o órgão a voltar a funcionar – mesmo que tenha sido apenas por alguns minutos. Segundo os cientistas, hoje, a única maneira para reparar o tecido danificado de um pulmão é o transplante do órgão, procedimento altamente suscetível à rejeição. Além disso, apenas entre 10% e 20% dos pacientes conseguem viver mais que 10 anos após a operação. Yale afirma que, apenas nos Estados Unidos, doenças pulmonares causam 400 mil mortes por ano.

Segundo Yale, o grupo de cientistas retirou pulmões de ratos adultos e removeu parte dos órgãos, mantendo a matriz extracelular e a estrutura de vias aéreas e do sistema vascular, que funcionariam como um “molde” para o crescimento das novas células. Após isso, eles combinaram células pulmonares específicas com a matriz extracelular utilizando um biorreator designado a imitar alguns aspectos do crescimento do pulmão quando ainda no feto. Estimuladas pelas condições de crescimento geradas pelo biorreator, as células repovoaram o órgão.

O próximo passo foi testar o órgão em animais. De acordo com a universidade, por um pequeno período de tempo (entre 45 e 120 minutos), os pulmões reconstruídos foram capazes de realizar a troca gasosa, uma função fundamental do órgão.

“Nós tivemos sucesso na engenharia e implantação de um pulmão no nosso rato modelo que pode eficientemente trocar oxigênio por dióxido de carbono e oxigenar hemoglobina no sangue. Este é um passo inicial na regeneração de pulmões inteiros para grandes animais e, eventualmente, para humanos”, diz Laura Niklason, professor da universidade e líder do estudo.

Segundo os pesquisadores, apesar de essa pesquisa ter sido importante, ainda faltam muitos anos de estudos com células-tronco para chegar a um pulmão regenerado in vitro e pronto para ser implantado em uma pessoa.