Pesquisador liga Twitter à felicidade do usuário

O pesquisador americano Paul Zak, professor da Universidade de Claremont, no Estado da Califórnia, mediu os níveis de ocitocina – hormônio relacionado à sensação de segurança e conforto – enquanto um voluntário utilizava o Twitter e obteve níveis semelhantes ao de um noivo em seu casamento. A ocitocina, ou oxitocina, é um hormônio relacionada ao …

28/06/2010 11:18



O pesquisador americano Paul Zak, professor da Universidade de Claremont, no Estado da Califórnia, mediu os níveis de ocitocina – hormônio relacionado à sensação de segurança e conforto – enquanto um voluntário utilizava o Twitter e obteve níveis semelhantes ao de um noivo em seu casamento.

A ocitocina, ou oxitocina, é um hormônio relacionada ao parto mas que, ultimamente, tem sido relacionado à sensação de conforto, carinho e segurança que as pessoas podem sentir por outras – e até mesmo ao orgasmo.

Paul Zak decidiu, então, medir os níveis deste hormônio enquanto seu colega Adam Penenberg utilizava o serviços de microblogging e encontrou resultados interessantes.

O site Mashable conta que os resultados do teste mostraram que os níveis de ocitocina de Penenberg subiram até 13,2%. “Isto é equivalente ao pico hormonal de um noivo em seu casamento”, diz Zak.

Além disso, os níveis dos hormônios relacionados ao stress diminuíram durante a observação. De posse disso, Zak concluiu que o cérebro do colega “interpretou tuitar como se estivesse diretamente interagindo com uma pessoa que ele gosta ou tem empatia”.

É importante ressaltar que os testes realizados com apenas um indivíduo não têm nenhuma significância estatística para que se possa propor um padrão comportamental. Entretanto, os resultados dão margem a novas pesquisas na área, que podem vir a explicar cientificamente os motivos da felicidade que muitas pessoas sentem nas mídias sociais.