Contrato emergencial está novamente prorrogado em MT

O diretor-presidente da holding Pantanal Energia, Fábio Garcia, confirmou ontem que o contrato emergencial que garante o suprimento de gás natural ao Estado está prorrogado por mais 30 dias. A quinta extensão sobre o suprimento está garantindo há seis meses gás natural aos postos de combustíveis em funcionamento no Estado e à Sadia, em Várzea …

30/06/2010 09:44



O diretor-presidente da holding Pantanal Energia, Fábio Garcia, confirmou ontem que o contrato emergencial que garante o suprimento de gás natural ao Estado está prorrogado por mais 30 dias. A quinta extensão sobre o suprimento está garantindo há seis meses gás natural aos postos de combustíveis em funcionamento no Estado e à Sadia, em Várzea Grande, de forma ininterrupta.

De acordo com Garcia, a prorrogação do contrato que permite o abastecimento de maneira emergencial – já que não existe nenhum contrato que permita o transporte do gás para Mato Grosso – foi firmado em dezembro do ano passado e vem sendo executado desde o final de janeiro de 2010. “Nos comprometemos a suprir o Estado com gás natural na medida em que as negociações em busca da reativação da usina térmica caminhassem. Como houve avanços em esfera federal e estadual, estamos ampliando o prazo do abastecimento, já que para isso, a Pantanal arca sozinha com os custos do transporte”.

A holding formada pela Empresa Produtora de Energia (EPE), controladora da usina térmica de Cuiabá – UTE Mário Covas – e pela GasOcidente, que transporta o gás em território estadual, está negociando a entrada da Petrobras como fornecedora de gás ao Estado. Com isso, encerraria a dependência direta do “humor” da política boliviana, já que a estatal nacional tem contrato firme com o país vizinho. A térmica que sozinha supre a demanda energética de 70% do Estado está há quase três anos sem receber gás, após ter o contrato com a Bolívia ignorado por aquele país sucessivas vezes desde a nacionalização em 2006.

Apesar de simples, o atendimento da Petrobras depende de aval do governo boliviano. Apesar de anunciar ser favorável à inclusão de Mato Grosso na relação de clientes da Petrobras, a Bolívia não emitiu nenhuma resposta sobre o pedido. “Há mais de 60 dias o governo brasileiro aguarda um retorno”, lamenta Garcia.

GESTÕES – Para dar celeridade à retomada do suprimento, inclusive da UTE Mário Covas, Garcia estará hoje em Brasília para participar de reuniões com técnicos do Ministério de Minas e Energia (MME). “A participação da Petrobras não é mais empecilho para a retomada definitiva do mercado de gás natural em Mato Grosso, mas, sim, a Bolívia, e por isso além das conversas de ordem mais técnica de hoje, vamos agendar um encontro com representantes da Bolívia para as próximas semanas”. O encontro de hoje está agendado para a partir das 14h30, no MME. Na pauta estão discussões referentes às questões regulatórias como potência contratada.