Arrecadação cresce 27,9%

A arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da indústria mato-grossense teve incremento nominal de 27,91% entre os meses de janeiro a maio de 2010, em relação a igual período do ano passado. De acordo com a Assessoria Econômica da Federação das Indústrias no Estado (Fiemt), a indústria arrecadou este ano R$ …

03/07/2010 10:55



A arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da indústria mato-grossense teve incremento nominal de 27,91% entre os meses de janeiro a maio de 2010, em relação a igual período do ano passado. De acordo com a Assessoria Econômica da Federação das Indústrias no Estado (Fiemt), a indústria arrecadou este ano R$ 649,152 milhões, contra R$ 507,487 milhões em 2009. Já o crescimento real (descontada a inflação) foi de 20,80%.

Segundo o levantamento, o setor que apresentou o melhor desempenho em arrecadação foi o de serviços industriais de utilidade pública, com a receita avançando de R$ 120,49 milhões para R$ 172,12 milhões. O crescimento nominal atingiu 34,90%.

Indústria de alimentos foi o segundo segmento com melhor performance de arrecadação (21%), passando de R$ 122,68 milhões para R$ 148,44 milhões. Já o crescimento real foi de 14,30%.

Na avaliação do presidente da Federação das Indústrias no Estado (Fiemt), Jandir Milan, o crescimento da arrecadação é resultado da expansão industrial de Mato Grosso, que vem se consolidando nos últimos anos. “Tivemos inúmeros empreendimentos instalados, principalmente na área de alimentos, e a tendência é de que os investimentos continuem sendo injetados na economia do Estado”, avalia Milan.

Segundo ele, a indústria já responde por 35% da arrecadação total do Estado, sendo que o crescimento do setor foi equivalente a duas vezes à média de incremento do Estado, 13,90%.

“A indústria está crescendo e se consolidando, o que confirma a nossa previsão de expansão do setor nos próximos anos por conta dos investimentos que já estão sendo feito e por muitos outros que virão ao Estado até 2014, ano da Copa do Mundo em Cuiabá”.

Milan afirmou que, na área de alimentos, beneficiamento, processamento de carnes e granjas, houve uma expansão muito forte nos últimos anos. “Vimos a chegada de grandes indústrias e ainda outras estão por aportar em nosso Estado”.

Outro setor que também vem apresentando bom desempenho este ano é o da indústria de bebidas, que arrecadou R$ 83,73 milhões, ante os R$ 64,78 milhões no período de janeiro a maio de 2009, crescimento nominal de 29,26% e incremento real de 22,10%.

Material de transporte teve crescimento nominal 31,34% e real de 24%, saindo de R$ 48,72 milhões em 2009 para R$ 64 milhões este ano.

Com R$ 62,72 milhões arrecadados este ano ante os R$ 39,33 milhões de 2009, o segmento de derivados de petróleo e biocombustíveis se destaca com incremento nominal de 59,4%.

Em seguida aparece a indústria de produtos minerais não-metálicos, com receita de R$ 29,39 milhões, recuo de 7,08% na comparação com o ano anterior (R$ 31,63 milhões).

Um dos principais setores gerados de emprego e impostos, a indústria madeireira aparece apenas em sexto lugar com uma arrecadação de R$ 25,75 milhões, incremento de 10,40% em relação a 2009, quando a receita atingiu R$ 23,33 milhões.

A indústria da borracha e plásticos teve uma participação mais tímida, com R$ 17,87 milhões, crescimento de 7,31%.

O item “outros” – representado pelos segmentos metalúrgico, coureiro-calçadista, química, móveis, extrativa mineração, máquinas e equipamentos elétricos, textos, mecânica, gráfica, serviços de manutenção e instalações industriais e papel e celulose – arrecadou R$ 44,91 milhões, evolução de 12,74% em relação aos R$ 39,83 milhões registrados em 2009. (Veja quadro ao lado)

PULVERIZAÇÃO – Milan afirmou que os investimentos, em Mato Grosso, estão pulverizados e a tendência é de crescimento. “A conjuntura econômica é boa e o momento é propício aos investimentos. Estamos otimistas e acreditamos que a indústria irá crescer este ano 15% e a arrecadação do setor deve ultrapassar a R$ 1,5 bilhão.