Projeto Arinos Mata Viva reúne 300 pessoas em São José do Rio Claro

Conciliar conservação ambiental com produtividade. Esse é um dos objetivos propostos pelo projeto Arinos Mata Viva, discutido amplamente durante Audiência Pública realizada no município de São José do Rio Claro. Cerca de 300 pessoas, representando nove municípios que compõe o vale do Rio Arinos participaram do evento. Presidida pelo deputado estadual Mauro Savi (PR), a …

03/07/2010 10:41



Conciliar conservação ambiental com produtividade. Esse é um dos objetivos propostos pelo projeto Arinos Mata Viva, discutido amplamente durante Audiência Pública realizada no município de São José do Rio Claro. Cerca de 300 pessoas, representando nove municípios que compõe o vale do Rio Arinos participaram do evento.
Presidida pelo deputado estadual Mauro Savi (PR), a audiência contou com a presença de representantes do poder público, do Movimento Brasil Mata Viva e de produtores interessados em aderir ao projeto. O deputado José Riva foi representado pelo assessor parlamentar Xisto Bueno. “A discussão foi muito importante para esclarecer as dúvidas dos integrantes do projeto e dos interessados em aderir a ele”, destacou o parlamentar.

O representante do Movimento Brasil Mata Viva, Anderson Alexandre, iniciou a explanação com a apresentação de um vídeo sobre o projeto e em seguida discorreu sobre cada uma das etapas da metodologia Brasil Mata Viva. “Após a adesão dos produtores, faremos o levantamento da tipologia e o georeferenciamento para em seguida fazer o inventário do estoque de carbono”.

O inventário do estoque de carbono é necessário porque um dos pontos centrais do projeto é o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), ou seja, o produtor vai receber por deixar a mata em pé ou por recuperar áreas degradadas. “Uma área que tenha 100% de floresta pode estocar até 1200 toneladas de carbono por hectare e cada tonelada é vendida a U$ 6”, ressaltou ao lembrar que o comprador tem o direito sobre este estoque de carbono por cinco anos, depois desse período terá que pagar novamente pelo ativo ambiental.

Concluído o inventário das propriedades, os títulos de créditos de carbono serão registrados pela empresa Markit Environmental Registry e, em seguida, negociados na Bolsa de Títulos e Ativos Ambientais do Brasil (BTAAB), inaugurada em 16 de março de 2010, em Goiânia.

Depois da primeira palestra, o deputado Mauro Savi passou a palavra para os demais representantes da mesa para que fizessem suas considerações iniciais. Por fim, o parlamentar abriu para o debate com os participantes que aproveitaram para esclarecer várias dúvidas em relação às obrigações e aos direitos dos integrantes e das empresas envolvidas no processo.

Por apresentar uma proposta nova, o projeto levantou muitas dúvidas dos agricultores e também do poder público, principalmente em relação a custos e benefícios. No entanto, todos os questionamentos feitos foram respondidos pelos representantes do projeto. “Acho que é uma saída, porque nós enquanto produtores estamos engessados, pois não temos como preservar e ficar com todo o ônus”, avaliou o produtor Ivan Dardengo que já inscreveu sua propriedade de 1.600 hectares no projeto e vai inscrever também uma segunda propriedade, que administra, com 7.700 hectares.

O prefeito de Nova Maringá, Oscar José de Carvalho, avaliou que o projeto traz uma grande expectativa, tanto para o produtor quanto para o município, uma vez que com a viabilização da matriz produtiva, vai gerar emprego e renda e, consequentemente vai aumentar a arrecadação municipal.

O vice-prefeito de São José do Rio Claro, Natanael Casavechia, agradeceu a presença do deputado Mauro Savi e destacou que o projeto Arinos Mata Viva é uma oportunidade que o produtor tem de preservar e também receber. “Eu vejo nesse projeto um grande passo para São José do Rio Claro”, disse.

Ao encerrar a Audiência Pública, o deputado Mauro Savi agradeceu a presença de todos e destacou a importância da iniciativa como uma alternativa de renda e de conservação ambiental. “Junto com esse projeto vem o selo verde, o boi verde, vem a legalização das propriedades, e hoje as grandes instituições estão de olho na questão ambiental”, finalizou.