Idosos viram clientes das academias

Mulheres e homens que já passaram dos 70 anos estão encontrando nas academias de ginástica de Cuiabá o antídoto contra o sedentarismo, isolamento e a tristeza, comuns em uma grande parcela dos idosos. Na busca da melhoria da saúde física e mental, as vovós e vovôs do século XXI estão trocando o sofá, a cadeira …

05/07/2010 09:49



Mulheres e homens que já passaram dos 70 anos estão encontrando nas academias de ginástica de Cuiabá o antídoto contra o sedentarismo, isolamento e a tristeza, comuns em uma grande parcela dos idosos.

Na busca da melhoria da saúde física e mental, as vovós e vovôs do século XXI estão trocando o sofá, a cadeira de balanço e os cuidados com netos pelas piscinas, salas de musculação e outros ambientes desses espaços de atividades físicas.

Nos horários matutinos, preferencialmente às 6h, os idosos invadem as academias com uma disposição invejável. Muitos passam uma hora nadando, malhando ou levantando peso. Há um ano, o médico veterinário José Alberto Mansur Bunlai, 75 anos, é um aluno assíduo da natação na academia Golfinho Azul. De segunda à sexta, ele acorda às 5hs para ir à academia.

Desde que começou a fazer natação, contou, perdeu pelo menos oito quilos e passou a sentir mais disposto até para as conversas de fim de tarde com amigos. Aposentado há quase 10 anos, Bunlai trocou a lida no campo pela piscina e sala de musculação.

Quando se aposentou, como se julgava cumpridor de seus deveres, especialmente de pai, já que os filhos estavam formados, Bunlai parou no tempo. Ficou em casa sem fazer nada. Em poucos anos, diz, além de mais de 10 quilos, “ganhou” alguns problemas de ordem físico-muscular. “Saio daqui mais disposto e animado”, diz, observando que não frequenta a academia aos sábados e domingos.

Dona Maria Paulina Izzo Lopes, 74, e o marido Francisco Lopes Neto, 77, também se tornaram adeptos de academia. Os dois chegam cedo, por volta das 7h, vindo de ônibus de uma distância de mais de oito quilômetros de onde moram. Enquanto “seo” Francisco sobe para a sala de musculação, dona Maria Paulina segue para a piscina.

Três vezes por semana, os dois passam uma hora fazendo atividades físicas sob orientação profissional. Dona Maria, que tem problema de artrose, contou que o médico lhe recomendou hidroginástica. Já para o marido, que surpreendeu até os médicos ao se recuperar de quatro cirurgias, um de diverticulite e três de hérnia, a musculação moderada estaria sendo um importante auxiliar no tratamento.

“Até a memória da gente melhora”, diz dona Maria, três anos depois de conhecer uma academia de ginástica levada pela filha Suely Izzo Lopes. Na Golfinho Azul, dona Maria ainda tem a companhia da filha, Suely e da neta Rafaela.

Aos 73 anos, talvez Angelo Rivero Teran seja um dos grandes exemplos de saúde e vitalidade. Ele, que apreendeu a nadar aos 58 anos, é um dos mais assíduos alunos de natação do professor Harvey Brizola. Todos os dias, Teran cai na piscina às 6hs, nada por uma hora e ainda tem disposição para fazer caminhada num parque perto de onde mora e yôga numa sala da residência. Além de mais de 60 medalhas em competições em Cuiabá e fora do estado, Teran conquistou mantém uma saúde perfeita.