Pesquisadores identificam dente de elefante encontrado na Amazônia

Pesquisadores de Rondônia e de Minas Gerais apresentaram na terça-feira (20), no Rio de Janeiro, durante o 7º Simpósio Brasileiro de Paleontologia de Vertebrados, o resultado da análise de um fóssil encontrado há mais de dez anos por garimpeiros na Amazônia. A peça seria um dente de elefante, sugerindo que o maior mamífero terrestre do …

22/07/2010 09:39



Pesquisadores de Rondônia e de Minas Gerais apresentaram na terça-feira (20), no Rio de Janeiro, durante o 7º Simpósio Brasileiro de Paleontologia de Vertebrados, o resultado da análise de um fóssil encontrado há mais de dez anos por garimpeiros na Amazônia. A peça seria um dente de elefante, sugerindo que o maior mamífero terrestre do mundo viveu na floresta há cerca de 45 mil anos.

Segundo a paleontóloga da Universidade Federal de Rondônia (UFR), Ednair Nascimento, o fóssil mede 12 cm e só poderia ter pertencido a um animal com mais de uma tonelada. “O dente tem lâminas transversais, uma característica de dois grupos taxonômicos, dos elefantes ou de capivaras. Pelo tamanho, ele provavelmente não pertenceu a uma capivara”, diz ela.

Ednair explica que o fóssil é de um animal com origem na América do Norte. Antes desse registro na Amazônia, segundo ela, a ocorrência de um fóssil de elefante mais próxima da América do Sul havia sido no sul da Costa Rica.

“O registro que temos na Amazônia, a mais de 3 mil quilômetros da Costa Rica, é escasso, mas não nega a existência dos animais aqui”, conta.

A peça foi encontrada por garimpeiros perto de Porto Velho, em Rondônia, há mais de dez anos. Como o material trazido pelos garimpeiros ainda ajudava a formar a coleção de fósseis da UFR nos anos de 1990, muitas peças foram guardadas e só depois avaliadas, segundo Ednair. “Boa parte do material acabou sendo catalogada há poucos anos, ou mesmo há meses.”

As análises sobre o dente de elefante são preliminares, de acordo com a paleontóloga. “Sabemos que é de um elefantóide, mas agora temos de determinar a espécie”, diz ela. O fóssil, que está coberto de sedimentos, deverá ser melhor avaliado a partir de agora. Mais detalhes da peça poderão ser descobertos por meio de uma tomografia ou de recuperação mecânica, que consiste na retirada cuidadosa dos sedimentos externos.