Silval “atropela” Galindo e diz que suspendeu reajuste da tarifa

O governador Silval Barbosa (PMDB) emitiu, na tarde de quinta-feira(22/07), nota à imprensa afirmando que “determinou a suspensão imediata do reajuste das tarifas de transporte coletivo de Cuiabá e de Várzea Grande, na linha intermunicipal”. Segundo a assessoria do Palácio Paiaguás, ele defende a unificação das datas-base referentes à tarifação do setor. O “polêmico” secretário …

23/07/2010 09:30



O governador Silval Barbosa (PMDB) emitiu, na tarde de quinta-feira(22/07), nota à imprensa afirmando que “determinou a suspensão imediata do reajuste das tarifas de transporte coletivo de Cuiabá e de Várzea Grande, na linha intermunicipal”. Segundo a assessoria do Palácio Paiaguás, ele defende a unificação das datas-base referentes à tarifação do setor.

O “polêmico” secretário Eder Moraes, da Casa Civil, se encarregou de comunicar a boa nova à sociedade.

O fato curioso é que, horas antes, no início da tarde de ontem, o prefeito cuiabano Chico Galindo (PTB) também tratou de dar a notícia, em primeira mão. Segundo Galindo, ele e o prefeito Murilo Domingos (PR), de Várzea Grande, irão discutir o assunto na próxima quarta-feira, dia 28.

O comunicado do Governo do Estado chegou à redação  às 18:53 horas de ontem. Já a nota do  Palácio Alencastro chegou quase duas horas antes, às 16:56 horas.

O “atropelo” de Silval Barbosa em Galindo, pupilo de seu rival Wilson Santos, que também disputa o Paiaguás, provavelmente terá impacto em muitos egos envolvidos no jogo eleitoral.

Bem na foto

A disputa indireta pela paternidade da criança revela, mais do que nunca, o clima do jogo político e eleitoral que toma conta dos bastidores. O tema é bastante polêmico e que mexe com o bolso do trabalhador em véspera de eleição. Quem conseguir barrar o aumento, em tese, ficará “bem na foto”.

Em Cuiabá, a partir de sábado, a passagem em Cuiabá passaria de R$ 2,30 a R$ 2,50, um reajuste de 8,7%. Já em Várzea Grande, o aumento corresponderia a 9,09%, o que significaria passar de R$ 2,20 para R$ 2,40.

Antes disso, o vereador petista Lúdio Cabral disse que o reajuste era ilegal, e que apresentaria um decreto legislativo para impedí-lo. Segundo ele, a matéria deveria ser analisada pela Câmara Municipal.

Como se percebe, a movimentação foi intensa na tentativa de faturar algum prestígio em relação tema. Tamanho frenesi, quando nada, indica o desejo latente de faturar alguns preciosos votos.